O Que é Uma Vaga de Frio?
Uma vaga de frio é produzida por uma massa de ar frio e geralmente seco que se desenvolve sobre uma área continental.
Durante estes fenómenos ocorrem reduções significativas, por vezes repentinas, das temperaturas diárias, descendo os valores mínimos abaixo dos 0ºC no Inverno. Estas situações estão geralmente associadas a ventos moderados ou fortes, que ampliam os efeitos do frio.
Em Portugal, a sua presença está geralmente associada ao posicionamento do anticiclone dos Açores próximo da Península Ibérica ou de um anticiclone junto à Europa do Norte
Efeitos
A prolongada exposição ao frio pode causar hipotermia e queimaduras, tornando-se ameaçador para a vida humana, sendo as crianças e os idosos os mais vulneráveis.
As vagas de frio conduzem ao encerramento de escolas e à paralisação de diversas actividades, induzindo também uma maior pressão sobre a produção de energia, devido às maiores solicitações à rede eléctrica.
As vagas de frio podem ainda causar a necrose de agroculturas, pois em situações de temperatura muito baixa e vento moderado pode ocorrer o congelamento dos fluidos que circulam no interior das plantas (“geada negra”).
Durante uma vaga de frio a formação de gelo nas estradas é comum, originando uma condução rodoviária perigosa que muitas vezes conduz a acidentes de viação.
Efeitos no corpo humano
Se o corpo humano é exposto a temperaturas muito frias tenta manter o equilíbrio através de mecanismos de regulação da temperatura. Quando a exposição é muito prolongada, a temperatura corporal baixa, uma vez que o calor perdido é superior aquele que é produzido.
À medida que o vento vai aumentando de
epicentro, características geológicas e topográficas do terreno, e com as estruturas edificadas.">intensidade a sensibilidade do corpo humano ao frio também aumenta.
Variação da sensação térmica em função da temperatura do ar e da
epicentro, características geológicas e topográficas do terreno, e com as estruturas edificadas.">intensidade do vento
Fonte: Professor Doutor Anthímio de Azevedo
1- Hipotermia
Se a temperatura corporal descer mais de 2ºC abaixo da temperatura normal diz-se que se está num estado de hipotermia. A hipotermia pode ocorrer em adultos e jovens saudáveis, no entanto as crianças e os idosos são mais susceptíveis à exposição prolongada a temperaturas muito baixas. Se este estado persistir durante várias horas pode causar a morte.
Sintomas
Temperatura corporal muito baixa; inactividade física; sonolência que pode evoluir para a confusão mental; a pessoa torna-se desastrada; frequência cardíaca e respiratória baixas.
[align=center]O que fazer?
Procure estar atento às informações meteorológicas. Uma descida brusca de temperatura pode ser um indício de uma vaga de frio, obrigando à adopção de medidas de autoprotecção.
Previna-se com roupa quente e calçado adequado.
Verifique se as portas e janelas têm pontos por onde o ar frio possa entrar para dentro de casa. Vede esses espaços, fazendo um bom isolamento da habitação.
Se vive numa zona propensa a ficar isolada pela neve:
Prepare um estojo de emergência contendo um rádio e lanterna a pilhas, agasalhos, material de primeiros socorros, pilhas de reserva e medicamentos essenciais.
Tenha sempre em casa uma reserva de água potável e de alimentos ricos em calorias (chocolates e frutos secos, por exemplo), suficientes para dois ou três dias.
Tenha também uma botija de gás suplente e faça uma pequena reserva de produtos de higiene pessoal.
Durante uma Vaga de Frio
Mantenha-se atento aos noticiários da Meteorologia e às indicações da Protecção Civil transmitidas pelos órgãos de comunicação social.
Procure manter-se em casa ou em locais quentes.
Use várias camadas de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso. Evite as roupas muito justas ou as que o façam transpirar.
O ar frio não é bom para a circulação sanguínea. Evite as actividades físicas intensas que obrigam o coração a um maior esforço e podem até conduzir a um ataque cardíaco.
Se suspeitar que você ou alguém que o rodeia está com hipotermia ligue imediatamente para o 112.
O consumo excessivo de electricidade pode sobrecarregar a rede originando falhas locais de energia. Procure poupar energia, desligando os aparelhos eléctricos que não sejam necessários. Tenha à mão lanterna e pilhas, para o caso de faltar a luz.
Tenha cuidado com as lareiras. Em lugares fechados sem renovação de ar, a combustão pode originar a produção de monóxido de carbono, um gás letal.
Seja também cuidadoso com os aquecedores devido ao
risco de acidentes domésticos.
Se vive numa zona propensa a ficar isolada pela neve:
Doseie os alimentos, a água e outros utensílios essenciais para um possível isolamento.
Conserve a calma e transmita-a aos que o rodeiam. Procure ter uma atitude prática perante os acontecimentos.
Use o telefone só para chamadas de emergência.
Se Tiver de Sair de Casa
Evite uma exposição excessiva ao frio. Saia de casa apenas se tal for estritamente necessário.
O perigo extremo ocorre quanto há vento forte. A situação de desconforto térmico aumenta e sente-se mais frio. Não saia de casa nessas alturas.
Se vai ter necessidade de passar muito tempo no exterior da casa, use várias peças de roupa, em vez de uma única peça de tecido grosso. Use um chapéu ou gorro para proteger a cabeça.
Proteja o rosto. Evite a entrada de ar extremamente frio nos pulmões.
Mantenha as roupas secas. Mude meias molhadas ou outras peças que possam contribuir para a perda de calor.
Evite caminhar em zonas com gelo ou neve, para evitar o
risco de quedas que podem produzir graves lesões.
Os idosos, crianças e pessoas com dificuldades de locomoção não devem sair de casa.
Se Viajar de Automóvel
Evite deslocações desnecessárias. Suspenda excursões ou passeios na montanha ou em zonas propensas a quedas de neve e descidas significativas de temperatura.
Sempre que possível utilize os transportes públicos. Se, no entanto, tiver necessidade de utilizar a sua viatura, procure levar consigo um rádio, lanterna, roupa quente e um cobertor. Leve também alimentos ricos em calorias e não se esqueça do telemóvel, se o tiver.
Evite viajar sozinho no automóvel. Caso tal não seja possível, assegure-se de que alguém conhece a sua rota de viagem e sabe as estradas que vai utilizar.
Antes de iniciar viagem, Faça uma revisão rápida do nível de gasolina, luzes e travões. Coloque um líquido anticongelante no radiador. Leve correntes para a neve, se for caso disso.
Informe-se junto das autoridades dos riscos que vai enfrentar no seu trajecto. Procure conhecer locais de refúgio (povoações, hotéis, estalagens).
Viaje de dia e mantenha o rádio ligado para ouvir as informações meteorológicas ou de trânsito. Se a estrada não oferecer condições de segurança volte para trás.
Se existir neve na estrada, coloque correntes nos pneus. Conduza cuidadosamente. Mantenha a velocidade reduzida e não faça movimentos bruscos com o automóvel.
Resista à tentação de poupar tempo guiando mais depressa do que as condições meteorológicas e do piso o permitem.
Procure avançar em cima de neve mais recente, evitando sempre as zonas com gelo na estrada (normalmente, as placas de gelo formam-se nos locais mais sombrios).
Se for surpreendido por um temporal durante a viagem e estiver longe de uma povoação, deve manter a calma e permanecer dentro da viatura. O automóvel servirá de barreira ao vento e os pneus actuarão como isolante, em caso de trovoada. Tente colocar um pano colorido na antena para chamar a atenção.
Ligue o motor cerca de dez minutos em cada hora. Abra uma fresta na janela que se encontra do lado oposto ao vento para deixar renovar o ar e evitar o envenenamento por monóxido de carbono.
Mantenha o tubo de escape limpo de neve. Não deixe que o fumo chegue ao interior da viatura, pois poderá ficar intoxicado.
Faça pequenos exercícios com os braços, pernas e dedos para manter a circulação sanguínea. Não adormeça.
Procure estar atento às indicações difundidas pela Protecção Civil na rádio