tasergio

Sexo:  Registrado em: 30 Mar 2008 Mensagens: 4621
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Colocada: Seg Mai 05, 2008 8:34 am Assunto: Cedência de terreno aguarda documento do Fundo de Investimento |
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Vereador da Protecção Civil está pouco crente que o novo quartel dos Bombeiros Voluntários seja construÃdo no Planalto de Santa Clara. Presidente da Câmara garantiu ao presidente da Associação Humanitária que o terreno se mantém
Como tem acontecido nas últimas sessões comemorativas de aniversário dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, a questão do novo quartel centrou as atenções. Sem a presença do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, coube ao vereador da Protecção Civil representá-lo e Ãlvaro Seco não escondeu que começa a estar descrente na possibilidade de construção no Planalto de Santa Clara, como foi anunciado há dois anos.
«Não estou muito optimista», revelou o vereador, abordando ainda a polémica da existência de sobreiros que condicionou e atrasou a construção de vias naquela zona de Santa Clara. A declaração até podia ter deixado o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, Fausto Garcia, ainda mais preocupado, mas, segundo revelou ao Diário de Coimbra, no final da cerimónia comemorativa dos 119 anos, o terreno no Planalto continua a estar “em cima da mesa†como a solução para as novas instalações. Isso mesmo lhe transmitiu Carlos Encarnação há poucos dias.
Contactado pelo Diário de Coimbra, o presidente da autarquia garantiu que não houve nenhum «passo atrás», aguardando-se, nesta altura, que o Fundo de Investimento elabore um documento de transferência do terreno. Estabelecida a margem esquerda como a melhor localização para a corporação, dado existirem as outras duas (Brasfemes e Sapadores) na margem direita, há, contudo, a considerar uma série «de constrangimentos» no terreno do Planalto de Santa Clara, como o facto de exigir «grandes escavações». Por outro lado, beneficiará da ligação ao IC-2 e dispõe de uma área que «é praticamente impossÃvel» de encontrar noutro espaço, frisou Carlos Encarnação, dando conta da necessidade de 10 hectares.
Preocupação crescente é o prazo apertado para apresentar a candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que garantiria 70% do investimento a fundo perdido. O restante poderia ser adquirido da venda das actuais instalações para as quais já existe um projecto aprovado pela câmara para habitação, lojas e estacionamento subterrâneo.
Presente nos aniversários dos bombeiros pelo terceiro ano consecutivo, o governador civil do Distrito de Coimbra não gostou de voltar aos Voluntários e confrontar-se com uma situação indefinida. «Esta questão tem de ser resolvida. Cada um deve assumir as suas responsabilidades. Não é responsabilidade do Governo qualquer atraso neste processo», sublinhou Henrique Fernandes, lamentando que, em 2007, Carlos Encarnação tenha apresentado na sessão uma planta da localização do novo quartel e, chegados a 2008, continuem a levantar-se dúvidas. «Silêncio é que não pode haver», advertiu, porque, afinal, «temos aqui um espaço que não é o mais adequado».
Para o ano, fica um desejo: «que as águias [leia-se bombeiros] já não tenham uma capoeira [leia-se velho quartel], concluiu Henrique Fernandes. Actualmente presidente da Assembleia-Geral, Ribeiro de Almeida lamentou que o discurso em torno do novo quartel dure «há 30 anos». É tempo da «conversa» começar a «ser outra», até porque se «exige que um bombeiro seja cada vez mais disponÃvel e preparado para as novas necessidades e exigências» e, para tal, deve poder contar com condições.
Isso mesmo reforçou Fernando Nobre, comandante interino dos Voluntários - a quem foi atribuÃda a medalha de honra e mérito -, frisando que os bombeiros não conseguem alcançar «soluções mágicas».
Reunião entre INEM
e bombeiros
Em dia de festa, surgiram também lamentos quanto ao financiamento da corporação. Mais uma vez, Fausto Garcia lembrou que o subsÃdio camarário - 30 mil euros - mal chega para as despesas correntes de um mês. A “ginástica†financeira conta com a ajuda dos 10 mil sócios, ainda que muitos paguem uma quota de 50 cêntimos, e dos sócios beneméritos.
Aos problemas que já existiam acrescentam-se o do transporte de doentes, que para os Bombeiros Voluntários de Coimbra poderia ser uma fonte de receita, mas não o é, especialmente, porque na cidade existem 11 empresas privadas que fazem esses serviços.
Num discurso ao seu estilo, Jaime Soares, em representação da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Federação Distrital, definiu mesmo a gestão financeira dos bombeiros como uma espécie de «milagre das rosas». Lamentando que estes homens e mulheres tenham de viver a «estender a mão à caridade», o também autarca de Poiares criticou as alterações legislativas no sector e criação «de novas estruturas», que, na sua opinião, colocam em causa a missão dos bombeiros.
A divergência do Instituto Nacional de Emergência Médica também foi assunto no discurso de Jaime Soares. «Não conseguimos coabitar», lamentou, apelando a Henrique Fernandes, que, como autoridade distrital de Protecção Civil, convoque uma reunião entre ambas as partes, na tentativa de «procurar consensos».
Na sessão de ontem, foram ainda distribuÃdas lembranças aos sócios beneméritos e atribuÃdos galardões a bombeiros.
Homenagem ao eurodeputado
Fausto Correia: bombeiro sem farda
O 119.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coimbra ficou marcado pela homenagem a Fausto Correia, o «bombeiro sem farda», como frisou Fausto Garcia. A partir de agora, na frota da corporação passa a existir uma viatura de combate a incêndios urbanos com o nome do ex-eurodeputado socialista, falecido recentemente.
«O ano passado, o Fausto estava aqui sentado», lembrou o presidente da direcção dos bombeiros, recordando que lhe ligou poucas horas antes dele falecer a pedir-lhe um favor: que o ajudasse «a resolver os problemas financeiros da aquisição de novas viaturas». Do lado de lá escutou a voz amiga de sempre, prometendo ajuda, mas a resposta já não teve tempo de a dar.
Com uma ligação de mais de 20 anos aos Bombeiros Voluntários, Fausto Correia era presença habitual no quartel. Aliás, pelo Natal e Ano Novo não se esquecia de levar aos bombeiros o tradicional bolo-rei, recordou Fausto Garcia.
Além da atribuição do nome do eurodeputado a uma viatura, ontem foi ainda inaugurada uma outra viatura de combate a incêndios urbanos, doada aos Voluntários, no âmbito de uma iniciativa do Intermarché.
in diario de coimbra
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Posto: Bombeiro de 1ª
Corpo de Bombeiro: ilhavo
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Colocada: Seg Mai 05, 2008 8:34 am Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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