joaquim de sousa

Sexo:  Registrado em: 12 Mai 2008 Mensagens: 3
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Colocada: Qua Mai 14, 2008 8:54 am Assunto: BOMBEIROS PROFISSIONAIS EXIGEM CONDIÇÕES DETRABALHO DIGNAS |
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Manifestação Nacional
9 de Maio de 2008 – Lisboa – Terreiro do Paço
BOMBEIROS PROFISSIONAIS EXIGEM CONDIÇÕES DE
TRABALHO DIGNAS!
Os Bombeiros exigem do Governo a melhoria das condições de trabalho de
todos os profissionais, qualquer que seja o seu vínculo ou designação, que
todos os dias asseguram, nos corpos de bombeiros, a protecção de pessoas e
bens.
O Carinho que as populações nutrem pelos seus Bombeiros, não tem
correspondência nos organismos detentores do poder.
As Direcções do STAL e do STML, têm vindo a desenvolver todos os esforços, no sentido
de que os responsáveis deste País, pela salvaguarda das populações e do seu bem-estar,
com o respeito e a dignidade essenciais todos os trabalhadores que diariamente cumprem a
nobre missão da protecção e socorro de pessoas e bens.
Neste país, são os Bombeiros, quem de facto, se constitui como espinha dorsal do socorro e
da salvaguarda das populações, assumindo o grosso das missões da protecção civil, em
virtude das políticas inadequadas para o sector que sucessivos governos têm vindo a
implementar.
É inadmissível a forma como tem decorrido o processo legislativo de reforma do regime
jurídico dos bombeiros e da protecção civil, inquinado desde o seu início pelo Governo, que
começou por ouvir apenas um dos parceiros sociais nesta matéria, a Liga dos Bombeiros
Portugueses, preterindo todos os outros, como foi o caso dos sindicatos, que apenas
tiveram acesso aos projectos, após veemente protesto, em que manifestaram o mais vivo
repúdio por tal omissão.
O
STAL e o STML reafirmam, que muitas das insuficiências e falhas que existem neste
sector, resultam da falta de auscultação e negociação, nomeadamente por parte do
governo e das administrações, aos parceiros sociais, principalmente das estruturas
sindicais, cujo conhecimento concreto das realidades do sector deve ser levado em conta,
para que o futuro regime possa constituir um verdadeiro «passo em frente relativamente ao
actual sistema vigente».
Os Bombeiros afirmam que o Direito à Negociação Colectiva é um direito fundamental
consagrado na Constituição que não pode continuar a ser espezinhado por este Governo.
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O STAL e o STML reafirmam que é urgente eliminar as descriminações existentes entre
bombeiros profissionais e promover a criação de uma carreira única que reconheça a todos
os trabalhadores do sector direitos iguais para funções idênticas, independentemente do seu
vínculo laboral.
No âmbito da Administração Local é inadmissível que Bombeiros Municipais e Bombeiros
Sapadores continuem a ter carreiras e remunerações diferentes para as mesmas funções.
Mas a desigualdade reinante neste sector atinge com particular gravidade os trabalhadores
das Associações Humanitárias de Bombeiros, aos quais nem sequer é reconhecido o
estatuto de bombeiro, apesar de desempenharem as mesmas funções que os seus colegas
municipais e sapadores.
O STAL e o STML afirmam: Todos são Bombeiros Profissionais.
Estes trabalhadores são ainda vítimas da ausência de regulamentação que permita separar
com clareza os seus direitos enquanto profissionais dos deveres a que estão obrigados
enquanto voluntários.
A dupla qualidade de muitos destes trabalhadores continua a ser utilizada de forma abusiva
pelas entidades empregadoras que sistematicamente lhes impõem o prolongamento abusivo
da jornada de trabalho, evocando alternadamente o estatuto profissional e voluntário dos
trabalhadores.
A precariedade neste sector continua a ser um problema grave a que o Governo não dá
resposta.
O STAL e o STML condenam a utilização generalizada de trabalhadores com vínculo
precário na chamada Força Especial de Bombeiros e afirmam que a intervenção rápida no
combate a incêndios e noutras calamidades tem que assentar num corpo de profissionais
com alto grau de formação, vocação e motivação para o desempenho da missão.
Este objectivo não pode ser alcançado mediante o recurso a trabalhadores precários.
O STAL e o STML exigem que estes profissionais tenham um vínculo permanente à própria
Autoridade Nacional de Protecção Civil e não vínculos precários às Associações
Humanitárias de Bombeiros, como hoje acontece, muitas das quais já começaram a
rescindir os contratos efectuados com o Governo nesta matéria e, consequentemente a
despedir estes trabalhadores.
A formação profissional é uma matéria central a todos os problemas que os bombeiros,
enfrentam diariamente.
O STAL e o STML consideram essencial que o Governo assuma a sua responsabilidade no
âmbito da protecção civil e formação profissional adequada dos bombeiros.
Propõem assim a criação de uma vertente específica de ensino para a protecção civil e para
os bombeiros, tanto ao nível do ensino profissional como ao nível do ensino superior, que dê
respostas às necessidades dos milhares de homens e mulheres que diariamente cumprem,
a nobre missão da protecção de pessoas e bens.
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Assim:
Os Bombeiros reunidos em Manifestação Nacional exigem:
· Respeito pelos direitos de audição, participação e negociação legalmente
reconhecidos, no pleno respeito pelo Direito à Negociação Colectiva das
questões sócio-laborais dos trabalhadores do sector.
· A criação de uma carreira única de Bombeiros Profissionais, independentemente do
local de exercício de funções e vínculo destes trabalhadores, acabando desta forma
com a discriminação existente entre Bombeiros Sapadores, Bombeiros Municipais e
Bombeiros das Associações Humanitárias.
· O respeito pelos direitos dos trabalhadores do sector, com a clara assunção de regras
relativamente aos horários de trabalho, bem como os demais direitos e regalias
laborais consagrados;
· A destrinça clara entre o Bombeiro Profissional e o Bombeiro Voluntário;
· A criação de carreiras, respectivos conteúdos funcionais e remunerações para todos
os Trabalhadores das Associações Humanitárias que não se enquadrem na definição
de Bombeiro Profissional, prevista na legislação aplicável.
· A negociação de um Regulamento de Condições Mínimas para todos os
Trabalhadores das Associações Humanitárias de Bombeiros e outros contratados,
nomeadamente nos Centros de Coordenação Operacional, no seguimento das
propostas que reiteradamente têm vindo a ser apresentadas nos últimos anos.
· A revisão do estatuto da Força Especial de Bombeiros e a consagração do
vínculo dos trabalhadores a ela afectos à Autoridade Nacional de Protecção
Civil.
· A regulamentação e criação de uma vertente de ensino profissional e superior
específica para a protecção civil e para os bombeiros, através da criação de
uma “Academia do Fogo”, com pólos descentralizados por todo o País que dê
uma resposta efectiva às necessidades de formação destes trabalhadores.
E como tal decidem:
Reafirmar a sua firme determinação na luta pelos direitos dos trabalhadores do sector e
exigir o alargamento da discussão sobre a protecção civil como único caminho para a
resolução dos muitos problemas que este sector enfrenta.
Lisboa, 9 de Maio de 2008
A Manifestação Nacional do STAL e do STML
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Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Qua Mai 14, 2008 8:54 am Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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