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Entrevista com o Director-Geral da Saúde, Francisco George


 
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Autor Mensagem
Kelinha




Registrado em: 13 Jul 2006
Mensagens: 4852

MensagemColocada: Seg Mai 28, 2007 8:38 pm    Assunto:
Entrevista com o Director-Geral da Saúde, Francisco George
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“A saúde dos portugueses está a andar para a frente”

Especialista em Saúde Pública, Francisco George é Director-Geral da Saúde desde Agosto de 2005. Em entrevista ao “Via Verde para a Vida” fala sobre as áreas de actuação da DGS. Em tom optimista, afirma que os indicadores não enganam: a saúde dos portugueses está a melhorar.

É um dos responsáveis pela saúde dos portugueses. Quando se levanta de manhã o que é que o preocupa?
Começo o meu trabalho às oito horas da manhã e acabo às oito horas da noite. Estamos numa fase de reestruturação da Administração Pública. A Direcção-Geral de Saúde (DGS) é também alvo de reestruturação e isto exige mais atenção, mais trabalho.

No que diz respeito à saúde dos portugueses o que é que lhe tira o sono?
Se essa expressão se refere a preocupações, digo-lhe que temos áreas de trabalho bem identificadas, que são, sobretudo, ligadas à promoção da saúde. Depois há uma outra área ligada mais à doença, que são a prestação de cuidados de saúde e uma terceira, que é nova e está em grande desenvolvimento, e que é a qualidade clínica.
Existe um movimento europeu e da Organização Mundial de Saúde conhecido por Pacient Safety, a que agora damos uma redobrada atenção. Pela primeira vez o Estado vai ocupar-se com problemas relacionados com o exercício da medicina e da enfermagem. Temos uma quarta área, que tem a ver com a epidemiologia, sistemas de vigilância epidemiológica e a produção de estatísticas de saúde. Todas estas áreas podem, naturalmente, estar na origem de preocupações.

Quando tomou posse assinou uma carta de missão. Consulta regularmente esse documento?
Sim, trabalhamos sempre na base dos objectivos que tinham sido desenhados. Agora têm de ser refeitos em função da nova estrutura.

Tem os meios e os recursos necessários?
Temos tido. Com esta nova reestruturação que se estima efectiva a partir de Abril há necessidade de adaptar a DGS à sua nova missão.

Vai ter de fazer mais com menos gente. Como é que consegue isso?
Temos de mudar o perfil dos funcionários, de aumentar a relação de especialistas, que deixa de contar com pessoal auxiliar e administrativo.

Isso vai ter alguma influência na aplicação do Plano Nacional de Saúde?
Não. Tudo tem de se manter.

Tem falado muito na questão da qualidade da saúde. Em que é que e vai actuar especificamente nessa área?
Na definição de orientações clínicas que têm de ser observadas, quer diagnóstico, quer nas abordagens terapêuticas. E garantir uma melhor segurança ao doente. Nós temos de perceber aquilo que se passa nos hospitais e nos estabelecimentos de saúde, no que diz respeito a exposição a riscos.

Preocupa-o mais o facto de os portugueses estarem gordos ou a gripe das aves?
São duas preocupações de níveis diferentes. Os portugueses estão a ganhar peso. Foram concebidas estratégias para a redução da obesidade, juntando a prevenção ao diagnóstico, que tem de ser precoce e às medidas terapêuticas imediatas. É muito importante que se evite a entrada numa área já de obesidade instalada.

Como é que se evita isso?
Evita-se em termos de prevenção secundária, identificar desvios precoces, aconselhando e tratando o excesso de peso. Mais importante é actuar ao nível da prevenção primária e evitar que se instale a obesidade. Para isso é necessário conjugar três pilares: alimentação, exercício físico e estilos de vida saudáveis.

Voltando à gripe das aves, tem sido procurado preparar os portugueses para o facto vir a ocorrer a transmissão do vírus para os humanos, mas por outro lado também diz que não devemos estar preocupados, porque a Saúde está preparada. Essa transmissão pode ou não vir a suceder?
Se não vier a suceder, óptimo, é sinal que os mecanismos que foram adoptados estão a funcionar. A história mostra que em cada século surgem duas a três pandemias correspondentes ao aparecimento de um vírus novo. Quando ele surgir e se transmitir de pessoa a pessoa dá origem a uma pandemia. Não se pode, neste momento, antecipar a sua gravidade. Pode ser um processo pouco virulento, como aconteceu em 1968 ou muito virulento como aconteceu em 1918. São aspectos que não podemos antecipar. Podemos fazer cenários, mas as previsões só podem ser feitas quando emergir um subtipo de vírus novo, capaz de infectar seres humanos de forma difusa, que ainda não surgiu no processo de transmissão de pessoa a pessoa.

Os portugueses têm cuidado com a sua saúde?
Isso é visível nos indicadores que medem o estado de saúde dos portugueses: estamos a andar para a frente.
Por exemplo, na tuberculose, temos todos os anos uma diminuição da taxa de novos casos. Todas as doenças são exemplo. Não há sinais de retrocessos nem de perdas. Na área materno-infantil têm sido identificados grandes ganhos, temos das melhores taxas de mortalidade infantil em todo o mundo. Em muitos outros indicadores temos objectivamente tido ganhos e tudo indica que vamos continuar a ter.

Por fim, qual é a ideia que tem do INEM?
Eficaz. Exigente.


Reforma das urgências

Qual é a sua opinião sobre a reforma das urgências?
O país mudou, o padrão demográfico é diferente do que era e o sistema de saúde tem de se adaptar a essas mudanças. Naturalmente, considero-me integrado neste processo de mudança de reformas.

Porque é que é tão difícil comunicar a necessidade dessas alterações ou dessas reformas?
Antes de mais é preciso saber se toda a população está satisfeita com o actual sistema de urgências e se fizermos uma sondagem para sabermos se estão todos satisfeitos com o sistema actual, naturalmente que podemos imaginar que a resposta é que há muitos cidadãos que não estão satisfeitos. Há correcções a fazer e essas estão agora a ser desenhadas. Fala-se muito no desaparecimento das urgências, mas ninguém fala nos novos pontos de serviço de urgência que vão ser criados. Há que distinguir o acesso a um médico a qualquer hora, que é uma questão diferente da organização do sistema de saúde, com base na distribuição geográfica de serviços de urgência hospitalares capazes de atender casos de emergência e de urgência em tempo adequado nos hospitais, sublinho.


Francisco George
Nasceu em Lisboa, em 21 de Outubro de 1947. Formado pela Faculdade de Medicina de Lisboa, entre 1980 e 1991 foi funcionário da Organização Mundial de Saúde. Em 2006 foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique.

O que é que faz nos seus tempos livres e o que é que deixou de fazer desde que está na Direcção Geral da Saúde?
Tenho uma ocupação diária profissional exigente de 12 horas, como todos aqueles que ocupam lugares deste tipo. Descanso ao fim-de-semana e, sobretudo, ocupo-me da leitura, da literatura: releio muito livros de Eça de Queiroz. O último livro que li é um clássico da literatura mundial, um poeta latino do século primeiro antes de Cristo, “A arte de amar”, de Ovídio. É uma tradução excelente que recomendo do Professor Carlos Ascenso André.

Gosta de música?
De dois tipos de música: sinfónica, aquela que todos conhecem, gosto especialmente dos compositores do século XVIII, que é o século que mais me atrai. Não há ninguém, por exemplo, que não possa gostar das glórias de Vivaldi ou do conjunto das tão diversificadas das obras de Mozart. Mozart atrai-me bastante, tenho uma especial emoção. Quando visitei em Viena a casa dele, senti qualquer coisa de especial, por estar na casa onde viveu um génio como ele. Mas também gosto de música melódica moderna. Dou um exemplo: um DVD com a ópera, enfim vamos chamar-lhe ópera, do Roger Waters, “The Wall”, que é magnífica. Os Pink Floyd são os meus preferidos, gosto também da música africana, em especial cabo-verdiana, “Os Tubarões” são a banda africana que mais gosto.

Fonte INEM
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Posto: Bombeiro de 3ª / Enfermeiro
Corpo de Bombeiro: Bombeiros Voluntários da Mealhada

MensagemColocada: Seg Mai 28, 2007 8:38 pm    Assunto:
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