mvicking

Sexo:  Registrado em: 11 Ago 2007 Mensagens: 16 Local/Origem: Azambuja
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Colocada: Dom Fev 03, 2008 9:58 am Assunto: Afinal qual o papel que se pretende para os Bombeiros? |
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Esta é a forma como vejo este assunto que me leva direito à questão; binómio voluntário/profissional, cada vez mais a merecer uma mais inadiável discussão de forma clara, objectiva e sem restrições.
Afinal não são os Bombeiros que apregoam o lema «Voluntários por opção, profissionais na acção»?
Antes de mais porque nos Corpos de Bombeiros, é comum a seguinte afirmação; “Voluntário, se é para entrar, Voluntário se é para sairâ€.
Durante a sua permanência nos Corpos de Bombeiros os Voluntários obrigam-se a cumprir as normas emanadas pelos superiores e os Corpos de Bombeiros são estruturas de um Comando único e vertical, pelo que a escala de serviço emanada pelo Comandante ou por quem este delegue deva ser a forma de garantir a disponibilidade humana (formação de piquetes de serviço) para socorrer em qualquer momento que solicitados para tal.
Do mesmo modo, também compete ao comandante avisar/alertar os seus superiores hierárquicos operacionais, bem como os Presidentes de Câmaras, Juntas e porque não também as populações que servem e perante as quais assumem uma responsabilidade moral e social, pelo menos pela tradição que os bombeiros detêm, de que das tantas às tantas horas não há socorro, ou seja, no Corpo de Bombeiros não temos pessoas para constituir piquetes de serviço). Claro que ninguém gosta de mostrar a fraqueza da sua estrutura e a falta que se tem na capacidade de mobilização de novos elementos. Quando é esta a atitude então apenas estamos a ocultar os reais problemas e deixamos de os partilhar com quem terá também responsabilidades na área de protecção e socorro. E quando assim é, estamos claramente a ser diligentes e de alguma forma e estamos a monesprezar aqueles que de nós podem vir a necessitar.
As alterações sociais das últimas décadas fizeram com que as populações exijam (e muito bem) aos Bombeiros um maior profissionalismo, maior rigor na actuação e que tenham permanentemente apontado os focos de todo o público e sobretudo da comunicação social.
O comboio da profissionalização nos Bombeiros já arrancou e é «sud-express». Não pára e como se tem provado ao longo dos anos, não são os Bombeiros e as suas estruturas (Federações e Liga dos Bombeiros) que têm força para o parar.
Muito menos com acções como as tomadas nos casos SAP/INEM em que a Liga abandonou as negociações (qual birra de criança) porque as propostas não contemplavam qualquer das suas pretensões.
Porque convém não esquecer, propostas são propostas e só se discutem estando presentes as várias partes intervenientes e a Liga dos Bombeiros não o fez, deixando que cada MunicÃpio contrate com a ARS as contrapartidas que entenda para o encerramento dos SAP do seu concelho, deixando as Associações de Bombeiros, suas filiadas e que são a sua razão de existir, sem qualquer informação sobre o assunto.
Estranho é que ainda haja dirigentes e Comandantes que parece não terem entendido esta realidade e mantenham a sua «quinta» como se de um feudo se tratasse e permitam que haja casos como o do bombeiro de Favaios, que está sozinho durante a noite e pelos vistos não no Quartel, já que referiu que teria de ir buscar a ambulância e estar a atender a chamada no telemóvel. Não é pois admiração que tal aconteça devido aos escassos meios humanos, e financeiros para a contratação de mais meios humanos. Mas sabendo todos que a crise nalgumas zonas não é tanto de voluntariado, mas mais de disponibilidade de tempo para esse voluntariado, bom seria que de uma vez por todas se respondesse às seguintes perguntas:
Que estatuto para os «assalariados» dos Bombeiros?
Por que convenções laborais se devem reger?
Qual o papel que os Bombeiros pretendem efectivamente ter na protecção civil e na emergência pré-hospitalar?
Querem ser Parceiros e parte da solução ou como muitos deixam antever, parte do problema?
Qual a formação mÃnima (e quem a controla) para que se possa tripular uma ambulância?
Porque se existe definição para a formação técnica, o mesmo não acontece com a formação de outro tipo, como seja, comunicação, atendimento, etc.
Quem não sabe não salva: Este é outro lema muito em voga nos Corpos de Bombeiros para incentivar a formação.
Mas como saber, se não houver profissionais que tenham disponibilidade de tempo para essa formação?
Não quero com isto minimizar as responsabilidades do Estado e estruturas tuteladas, mas não podemos com as politicas destas esconder as fragilidades da estrutura dos Bombeiros e que todos sabemos que as há:
Seja na formação a que não há tempo para assistir, seja na necessidade de mais meios humanos, quer no voluntariado e nas verbas disponÃveis que permitem juntar, seja no conservadorismo de alguns intervenientes que ainda vêm os Bombeiros nas décadas do século passado.
Há que ter a coragem de as assumir, e com os restantes intervenientes encontrar soluções para as minimizar.
Uma coisa é certa, estas nunca se conseguem certamente com notÃcias alarmantes e de acusações mútuas.
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Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Dom Fev 03, 2008 9:58 am Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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