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Colocada: Ter Nov 14, 2006 10:23 am Assunto: Açores: mortes em acidentes viação aumentam 70% em 4 anos |
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O número de mortos em acidentes de viação nas estradas açorianas aumentou 70% entre 2001 e 2004, números que contrariam a tendência nacional e europeia de sinistralidade rodoviária, indica um estudo hoje divulgado.
Em 2001, morreram nas estradas das ilhas 20 pessoas, enquanto que, em 2004, o número de vítimas mortais subiu para 34, indicou hoje à agência Lusa o sociólogo da PSP Alberto Peixoto, que realizou o primeiro estudo sobre esta matéria nos Açores.
Designado «Sinistralidade Rodoviária - da evidência à realidade», o documento indica que, no mesmo período, se registou a nível nacional «uma redução no número de mortes nas estradas em 23%, bastante superior à redução média europeia, que se situou nos 14%».
Contra esta tendência, os Açores apresentaram um crescimento de 70% do número de vítimas mortais, afirmando-se entre as regiões portuguesas e europeias como «aquela onde mais cresceu o número de mortos», aponta o inquérito que cobriu cada uma das nove ilhas açorianas.
Entre 1983 e 2005, registaram-se um total de 50.566 acidentes nas ilhas, que provocaram 19.404 vítimas, das quais 637 mortais e 4.812 feridas com gravidade e 13.955 com ferimentos ligeiros.
«Por ano, são 11 os crimes de homicídio por negligência em acidentes de viação», indicou Alberto Peixoto, para quem essas mortes poderiam ser «perfeitamente evitáveis se fossem respeitadas por todos as normas» da circulação em estrada.
Em 2005, o estudo a que a Lusa teve acesso constata que, nos Açores, «contrariamente à tendência nacional e europeia, os acidentes e as vítimas continuam a apresentar taxas de crescimento», apesar de um abrandamento verificado desde 2003.
De acordo com Alberto Peixoto, para este abrandamento «não serão alheios os sucessivos aumentos dos combustíveis, que provocaram uma redução de circulação sobretudo dos veículos ligeiros de passageiros».
Com base nos dados disponíveis no final de 2005, o arquipélago era classificado como «uma região de sinistralidade rodoviária intensa», com mais de 14 acidentes ao ano por cada mil habitantes, situando-se «em praticamente todos os parâmetros acima da média europeia, que é dramática».
Entre os condutores açorianos, 51% afirmam ter, pelo menos, um familiar que foi já vítima da sinistralidade rodoviária, dos quais 11% morreram, 8% ficaram com uma deficiência física e 32% tiveram ferimentos ligeiros.
O autor do estudo alertou, porém, que os dados recolhidos indicam que esta informação «parece não ser suficiente para afectar os seus comportamentos em termos de desrespeito pelas normas estradais», conforme se constatou através do número de autos levantado em cada um dos concelhos.
Depois do estacionamento indevido, o excesso de velocidade é apontado como a principal infracção praticada nas estradas das ilhas, o que, segundo Alberto Peixoto «ajuda a compreender a dimensão da sinistralidade rodoviária», fruto de «uma conjugação com a configuração das vias, principalmente dentro das localidades, onde ocorrem mais de 70% dos acidentes». As vias com boas condições do piso, nomeadamente as que possuem duas e três faixas de rodagem, nas quais a possibilidade de circulação varia entre os 60 e os 100 km/h, são «as que registam os acidentes com as consequências mais graves devido aos excessos de velocidade praticados».
Por Diário DigitaL
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