vampiro

Sexo:  Registrado em: 20 Jun 2006 Mensagens: 452 Local/Origem: Mealhada
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Colocada: Sáb Out 28, 2006 4:41 pm Assunto: Agua no rio Alviela já começou a descer |
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Durante as primeiras horas da madrugada de ontem, os 35 habitantes de Reguengo do Alviela, em Santarém, pensaram que a chuva iria mais uma vez separá-los do resto do mundo. Parte da EN365 converteu-se num rio; a ponte sobre o Alviela quase submergiu; a água engoliu searas e tomatais. Mas a aldeia ribatejana resistiu. "Desta vez não ficámos isolados, porque foi possível sair pelo lado sul", explica Diamantina Gabriela.
Ao contrário da estrada nacional, o acesso à Golegã nunca chegou a ser cortado. Mas, mesmo que não restasse saída, os moradores de Reguengo estariam preparados para uma nova cheia. Desde 1970 que as inundações nesta povoação são cíclicas. Quem dali não se foi embora aprendeu a conviver com a água.
As casas subiram mais um andar, as garagens guardam barcos, as comportas colocadas nas entradas tentam travar as cheias e ninguém é apanhado desprevenido. "Só quando a água sobe em Vila Velha de Ródão é que nós ficamos alerta", explica Maria José, proprietária da taberna-mercearia Zé Cunha. É ela, aliás, que guarda a tabela com as medidas da subida das águas: "Quando atinge mais do que dois metros lá em baixo sabemos que temos de desmontar tudo e transportar para o piso de cima".
Isso nunca aconteceu desde que Maria José deixou a capital para regressar à terra dos pais. A última cheia em Reguengo ocorreu em 2001, mas cada uma delas está marcada na régua desenhada na moradia de João Feliciano. "A pior de todas foi em 1989", recorda o pensionista de 75 anos, explicando que, nessa altura, a água subiu mais de três metros.
Sempre que a aldeia passa a ilha, são os bombeiros que tudo fazem para os habitantes não serem esquecidos. "Na altura das cheias, temos sempre pessoal destacado para socorrer os habitantes de Reguengo", explica José Viegas, comandante dos Voluntários de Pernes.
Levam de barco o médico até à aldeia se algum habitante adoecer, distribuem o correio e as botijas de gás e asseguram o transporte a todos os que precisam de tratar de "assuntos importantes" na cidade: "Em 2001, quando a povoação ficou mais de um mês inundada, houve bombeiros que passaram o Natal e o Ano Novo com os moradores."
Desta vez, a inundação ficou a poucos metros da aldeia de Reguengo. Os caudais da bacia do Tejo regressaram aos níveis normais ao início da tarde de ontem e o Governo Civil de Santarém decidiu desactivar o Plano Especial de Emergência para Cheias. A circulação automóvel junto à ponte do rio Alviela permanecerá, contudo, interdita até à madrugada de hoje.
FONTE: DIARIO DE NOTICIAS
http://dn.sapo.pt/2006/10/28/cidades/agua_rio_alviela_comecou_a_descer.html
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Colocada: Sáb Out 28, 2006 4:41 pm Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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