PSD Algarve com dúvidas na reformulação dos serviços de urgência
O PSD Algarve diz que a reformulação dos serviços de urgência levada a cabo pelo actual governo "tem sido explicada primordialmente em termos numéricos, de forma simplista e enganadora, e o caso do Algarve é exemplarmente negativo", revela o partido em comunicado de imprensa.
Apesar das explicações de que os serviços de urgência duplicarão, e largas dezenas de milhar de algarvios ficarão mais próximos de um desses serviços, deixando apenas o concelho de Alcoutim sem a cobertura ideal, "a realidade, porém, é outra", afirma o partido de Mendes Bota.
Destacado está o facto de a Urgência Polivalente no Hospital Distrital de Faro se manter inalterada e se remeter para a "definição futura das redes de referenciação a manutenção ou não do apoio em áreas como a Neurologia, a Oftalmologia, a Otorrinolaringologia e outras, e até os exames complementares".
Acrescenta ainda o comunicado que "a recente exclusão de parte do apoio de urgência nas doenças cardíacas, na região do Barlavento, prevista na respectiva rede de referenciação, não prenuncia nada de positivo".
Apesar de se anunciarem quatro “novos” Serviços de Urgência Básica: em Vila Real de Santo António, Loulé, Albufeira e Lagos, o partido diz que se trata apenas da "transformação dos SAP daqueles concelhos em SUB", sem investimento em recursos humanos e técnicos.
O comunicado acrescenta que "o eventual sucesso destas alterações depende em boa medida do reforço dos meios do
INEM", porém esta entidade depara-se com carências a diversos níveis, a "começar pela própria Delegação, instalada num edifício completamente desadequado no centro de Faro". As corporações de bombeiros, "parceiros fundamentais" para dar resposta eficaz às necessidades da população também "foram completamente ignoradas", afirma o partido.
O PSD Algarve "não está satisfeito com o estado actual do sector da Saúde na Região" e "dispensa medidas economicistas, mesmo que travestidas de “pareceres técnicos”, mal explicadas, e que deixam a sensação de que, usando uma expressão popular, o Ministério da Saúde está “a pôr a carroça à frente dos bois”.
FONTE: Jornal Região Sul
http://www.regiao-sul.pt/noticias/noticia.php?id=66364