Bravo33

Sexo:  Registrado em: 19 Jun 2006 Mensagens: 1260 Local/Origem: Mealhada
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Colocada: Dom Set 24, 2006 1:23 am Assunto: Urgências que podem fechar atendem 500 mil doentes |
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Urgências que podem fechar atendem 500 mil doentes
23.09.2006 - 09h53 Alexandra Campos
O eventual fecho de 14 serviços, proposto por uma comissão, ainda está em estudo nas administrações regionais de saúde, DGS e INEM
Os 14 serviços de urgência hospitalar com proposta para encerrar fazem, no seu conjunto, cerca de meio milhão de atendimentos por ano. Caso a proposta de requalificação da rede de urgência/emergência hospitalar definida por uma comissão de peritos a pedido do ministro da Saúde vá para a frente, será necessário criar alternativas.
As urgências terão de ser canalizadas para outros estabelecimentos, que eventualmente terão que sofrer obras de remodelação. E isto não se faz da noite para o dia. Há aqui "um problema de sincronização", sintetizou um especialista, pedindo para não ser citado - o ministro da Saúde terá imposto silêncio sobre a matéria.
Para já, ao que o PÚBLICO apurou, a proposta da comissão de peritos, classificada como um "documento puramente técnico", está ainda a ser avaliada pelos responsáveis das cinco administrações regionais de saúde (ARS), da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Mas parece haver alguma pressa: num despacho publicado há duas semanas, Correia de Campos determinava que, nos casos em que haja necessidade de "requalificação" de instalações, as ARS devem entregar os planos até 31 de Outubro próximo.
Depois de a lista dos serviços de urgência com proposta para encerrar - Espinho, São João da Madeira, Anadia, Estarreja, Ovar, Cantanhede, Fundão, no Centro; Macedo de Cavaleiros, Régua, Vila do Conde, Fafe e Santo Tirso, no Norte; Curry Cabral, em Lisboa, e Montijo, no Sul - ter sido divulgada pelo semanário Sol, o ministro da Saúde já foi intimado pelo PSD a prestar esclarecimentos no Parlamento.
As reacções públicas contra o fecho não se fizeram esperar. Têm sido sobretudo os partidos polÃticos, a nÃvel local, a avançar com tomadas de posição. E há já quem sustente a oposição ao fecho com argumentos técnicos. Por exemplo, a concelhia do PS de Estarreja notou há dois dias, em comunicado, que os profissionais de saúde do hospital local são "os únicos preparados para responder a acidentes quÃmicos", porque têm recebido formação contÃnua neste sentido.
Curry Cabral gera perplexidade
Já os responsáveis pelos hospitais em questão mostram-se mais cautelosos, preferindo esperar pela divulgação de um documento oficial. Ainda assim, alguns vão levantando uma série de questões práticas. O director do Hospital de São João da Madeira, Fernando Portal, nota que o respectivo serviço de urgência totalizou no ano passado 49 mil atendimentos numas instalações que têm "meia dúzia de anos". "Não concordo, isto não tem pés nem cabeça", diz, referindo-se à hipótese de encerramento. E avisa que, se a proposta avançar nos moldes anunciados, vai ser necessário fazer obras no hospital de Oliveira de Azeméis - onde está previsto funcionar uma urgência básica (ver caixa).
Sem estar "demasiado preocupado", até porque não há um relatório oficial, o director do hospital de Santo Tirso, José Maria Dias, lembra que, em média, à urgência de Santo Tirso acorrem por dia entre 130 a 140 doentes (54 mil urgências em 2005), enquanto Famalicão tem uma afluência da ordem das 190 pessoas por dia e "está a rebentar pelas costuras". "Não acredito que Santo Tirso possa fechar de um momento para o outro", porque será necessário criar estruturas alternativas, sustenta. "Isto vai implicar organizar os hospitais em conjunto e não será fácil de fazê-lo de um dia para o outro".
Quanto à hipótese de fecho, admite que gostaria que não acontecesse, até porque Santo Tirso, apesar de ter más condições em termos fÃsicos e de não ter traumatologia nem cuidados intensivos, consegue dar resposta "a 95 por cento dos problemas da população". Um dos casos que estão a suscitar maior perplexidade é a integração nesta lista do Hospital de Curry Cabral, que tem cuidados intensivos e atende um grande número de doentes. Com o Hospital de Santa Maria e o de São José sobrecarregados, enquanto não estiver a funcionar o projectado Hospital de Todos-os-Santos, a hipótese de encerramento levantará uma série de problemas. Mas o director do Curry Cabral, Canas Mendes, não fala sobre o tema.
fonte: publico.pt
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1271121
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