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daniela_901

Sexo:  Registrado em: 12 Set 2007 Mensagens: 10 Local/Origem: vieira de leiria
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 12:43 am Assunto: Morte em Alijó |
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A inexistência de meios e a falta de preparação dos bombeiros Voluntários de Favaios e de Alijó provocaram um atraso no salvamento de António Moreira, falecido anteontem de madrugada, na sequência de uma queda nas escadas de sua casa, em Castedo, Alijó.
No momento dos telefonemas do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para as duas corporações, de forma a encaminhá-las para o local do acidente, só se encontrava disponÃvel um operacional em cada quartel de bombeiros. Através da conversa mantida entre o CODU e as duas corporações, à qual o CM teve acesso, é possÃvel constatar-se a falta de preparação dos dois bombeiros contactados.
Na primeira tentativa de obter salvamento para António Moreira, a operadora do CODU chega a afirmar, incrédula – “Valha-me Deus, estou lixada†– referindo-se ao bombeiro que a atendeu em Favaios. Questionado sobre o episódio, o segundo comandante LuÃs Narciso considera ter existido “um mal-entendidoâ€, explicando que se ausentou temporariamente do quartel: “Fui a casa, que fica perto, ver o meu filho, que estava doente, e disse ao colega para me ligar se houvesse alguma comunicação. Ele recebeu a chamada, ficou muito atrapalhado e não me ligou.†Ainda assim, alega que “não houve negação, nem falta de meios ou pessoal para socorrer.â€
Ao perceber que seria mais fácil recorrer aos Bombeiros de Alijó, a operadora fez a ligação, mas apercebeu-se de que também nesta corporação se encontrava uma só pessoa. “Tem de tocar a sirene?! Ó valha-me Deusâ€, comenta, após perguntar ao bombeiro o que faria se deflagrasse um incêndio a meio da noite.
Segundo relatos de vizinhos e familiares da vÃtima, os bombeiros de Alijó terão chegado 30 minutos após o acidente. No entanto, por falta de conhecimento e de meios não puderam socorrer António Moreira. “Quando recebemos a chamada, pensávamos que era para ajudar Favaios com homens. Na altura não tÃnhamos. Além disso, a zona é delesâ€, disse ao CM o comandante António Fontinha. “Depois do INEM nos explicar, fomos socorrer a vÃtima. Não podia ser o telefonista a fazê-lo. Não compreendo também porque o CODU esteve oito minutos em conversa com os Bombeiros de Favaiosâ€, acrescentou.
INEM TENTA ENVIAR BOMBEIROS PARA SOCORRER HOMEM
(Depois da chamada de emergência, outra operadora do CODU do INEM telefona para os Bombeiros de Favaios)
Operadora (O): – Boa noite. É do CODU do INEM. É uma saidinha para Castedo.
Bombeiro de Favaios (BF): – Diga.
O: – Para o Bairro de Santo António, n.º **. Diga-me uma coisa: a VMER de Vila Real é a mais próxima, não é?
BF: – A de Vila Real já está fechada.
O: – Quanto tempo demora a viatura médica?
BF: – Ainda demora até ao Castedo. Vila Real...
O: – Não. De Vila Real a Castedo?
BF: – Ai. De Vila Real a Castedo? Sei lá.Três quartos de hora.
(A operadora do CODU fala com uma médica que se encontra no CODU)
O: – Doutora, a VMER demora três quartos de hora, mas também não tem coiso aberto...
Médica (M): [imperceptÃvel]
O: – Mas que quer que ponha? VMER não disponÃvel?
M: [imperceptÃvel]
(Volta a falar com os Bombeiros de Favaios)
O: – Não há nenhum centro de saúde aberto?
BF: – Não, aqui está fechado.
O: – Vamos mandar a VMER de Vila Real. Isto é um masculino, de 44 anos. Quem nos ligou diz que caiu das escadas, deitou sangue pela boca, parece estar morto.
BF: – Diga. Estou?
O: – Sim. Está-me a ouvir?
BF: – Estou.
O: – Estou. Está-me a ouvir?
BF: – Estou...
O: – Ó meu Deus! Eu estou a ouvir. Está-me a ouvir?
BF: – Diga, diga...
O: – Ouviu o que eu disse até aqui ou não ouvi nada?
BF: – Não ouvi. Desculpe lá, estou a ouvir de telemóvel.
O: – Vou mandar vir a VMER de Vila Real. O senhor caiu pelas escadas. Quem ligou diz que já está morto!.
BF: – Ah!... Pois, e agora o que quer que se faça?
O: – Ficha CODU 32...
BF: – Espere aÃ, que eu agora não tenho aqui caneta!!!
O: – Eu vou ajudá-lo. Vou passar a VMER de Vila Real para ajudar a chegar ao local. Não desligue. (...) Valha-me Deus, estou lixada.
(A operadora do CODU liga para a médica de serviço à VMER de Vila Real)
Médica da VMER (MV): – Sim?
O: – Olá, doutora. É uma saÃda, para longe.
MV: – Para onde?
O: – Castedo, Alijó. (risos)
MV: – Ok. O que é?
O: – Um senhor de 44 anos caiu pelas escadas. Deitou sangue pela boca. O contactante diz que ele está morto!
MV: – Morto?
O: – Sim. Diz o irmão.
MV: – Pois, coitadinho.
C: – Mas com uma calma gélida, segundo a minha colega.
MV: – Hummm...
O: – Eu vou passar-lhe os Bombeiros de Favaios para dar uma ajudita.
(A operadora do CODU retoma a conversa com os Bombeiros de Favaios)
O: – Estou, Favaios?
BF: – Estou, estou.
O: – Ajude aqui a viatura médica, se faz favor..
BF: – Sim, sim, ora diga lá então..
O: – Estão em linha, pode falar.
(Bombeiro de Favaios e a médica da VMER de Vila Real falam um com o outro)
MV: – Boa noite.
BF: – Boa noite.
MV: – Boa noite. Podiam dar-nos algumas indicações? Onde é o...
BF: – Como, como?
MV: – Se nos podia dar algumas indicações. Onde é...
BF: – Ora bem. Eu não sei como é que vou explicar. Chega ali a Alijó, vai adiante, ao pé das bombas de gasolina. Há uma rotunda à esquerda. Corta à esquerda, para ir ao Intermarché. E segue sempre em frente para o Castedo. Sempre estrada fora.
MV: – Para onde?
BF: – Para o Castedo.
MV: – OK. Pronto, obrigado.
BF: – E agora, o que faço?
MV: – Diga?!?
BF: – O que faço? É preciso ir lá eu?
MV: – (risos). Ó senhor, nós vamos a caminho.
(A operadora do CODU reentra na chamada telefónica)
O: – Ó, Favaios!
BF: – Diga, diga.
O: – Obviamente é para lá ir a ambulância para iniciar suporte básico de vida. Se estiver em paragem. Digo eu.
BF: – Olhe, mas arranco para lá eu?
O: – ... (risos).
BF: – Estou?
O: – Peço desculpa. Eu estou a falar com uma corporação de bombeiros, não estou?
BF: – Está sim. Mas estou a atender o telemóvel.
O: – Então eu estou a dar-lhe uma saÃda, e pergunta-me a mim o que vai fazer? Nunca tal me aconteceu.
BF: – Desculpe lá, desculpe lá.
O: – Claro que tem de ir para o local com a ambulância e com o colega.
BF: – Então qual é o número?
O: – 32703.
BF: – Posso desligar, CODU?
O: – Pode, pode.
BF: – Arranco então. Vou já arrancar para lá.
O: – Sim, arranque para lá. Avalia a vÃtima e, quando tiver dados, dá a informação para cá para o CODU.
BF: – Eu estou sozinho.
O: – Está sozinho?
BF: – Estou.
O: – Então como vai sair uma ambulância sozinha?!.
BF: – Não tenho mais ninguém agora aqui.
O: – Como não tem?
BF: – Então como vou fazer!?!
O: – Espere aÃ! (dirigindo-se para a médica da VMER) Ó doutora, Favaios está sozinho, não tem mais ninguém... (volta a falar com o bombeiro) Não arranja outro tripulante?
BF: – Quem é que vou arranjar agora?!
O: – Qual é a corporação mais próxima além de vocês?
BF: – Só Alijó.
O: – Quanto tempo para chegar ao local?
BF: – É só ir buscar a ambulância e arrancar!
O: – É só ir buscar a ambulância e arrancar! (risos em fundo)
BF: – Cinco minutos.
O: – Mas quanto tempo demora a chegar ao local?
BF: – Daqui ao local são sete a oito minutos.
O: – Dez minutos. Qual é a corporação mais próxima? É Alijó?
BF: – É Alijó.
O: – Quanto tempo Alijó demora a chegar ao local?
BF: – Mais ou menos a mesma coisa. É pegado.
O: – Então vou mandar Alijó. Vou pedir ajuda, para você ajudá-lo a chegar ao local. (desabafo para alguém que está ao lado) Tu estás a ver? Ele está sozinho. “O que é que eu faço?â€, pergunta-me ele.
(A operadora do CODU telefona para os Bombeiros de Alijó)
Bombeiro de Alijó (BA): – Estou sim...
O: – Uma saidinha para Castedo.
BA: – Castedo é Favaios!
O: – Pois é. Mas Favaios está só com um senhor e a ambulância. E a vÃtima pode estar em paragem respiratória. Vai a viatura médica de Vila Real. Não posso enviar uma ambulância só com uma pessoa para fazer uma emergência médica.
BA: – Aqui também não tenho ninguém.
O: – Não tem aà ninguém.
BA: – Não. Só se chamar...
O: – Então...
BA: – Aqui só fico eu de noite.
O: – Só fica o senhor sozinho de noite na corporação? Então se há um incêndio?
BA: – Tenho de tocar a sirene.
O: – Tem de tocar a sirene. Ó valha-me Deus!
BA: – Minha amiga, não temos meios.
O: – (dirigindo-se à médica da VMER) Ó doutora, Alijó idem idem...
BA: – Mas eu vou chamar um colega meu.
O: – Ó doutora. Eu posso mandar ir o de Favaios e o de Alijó. (dirige-se ao bombeiro) O senhor pode ir?
BA: – Vou chamar o meu colega.
O: – Vai chamar o colega. Pronto, então siga. Vá. Bairro de Santo António. n.º **
BA: – Qual é o número da ficha?
O: – 32706, Sabe onde fica?
BA: – Sei, sei. Vou já ligar.
O: – Pronto, obrigada.
(chamada termina após nove minutos e meio, minutos depois das 04h00 de anteontem)
CHAMADA PARA O 112
(Uma mulher é atendida por uma operadora do CODU minutos antes das 04h00 de anteontem)
Operadora (O): – Emergência médica, bom dia.
Mulher (M): – [imperceptÃvel]
O: – Mais alto, estou a ouvir muito mal.
M: – [imperceptÃvel]
O: – Castedo, Alijó, Bairro de Santo António nº **. Diga-me o número de telefone caso a chamada vá abaixo.
M: – *********
O: – *********. Minha senhora, ouça o que lhe vou dizer. O que se passa a�
(Um irmão de António Moreira toma o lugar da mulher do outro lado da linha)
Irmão (I):– Estou? Estou?
O: – Diga então o telefone daÃ.
I: - *********.
O: – Pronto, muito bem. Diga-me o que se passa aÃ.
I: – Podia ligar-me aos bombeiros?
O: – Diga-me o que se passa aÃ. Para que quer a ambulância?
I: – [imperceptÃvel]
O: – Quer uma ambulância em sua casa?
I: – A vir cá alguém é a guarda [a GNR], não é?
O: – Mas quer a guarda ou a ambulância?
I: – Vale mais a guarda.
O: – Olhe, se é só a autoridade que quer, vai desligar e voltar a ligar 112 e pede autoridade. Se há pessoas feridas, é mais ambulância.
I: – Não, não... Ele morreu.
O: – Morreu?!
I: – Ele deve ter morrido.
O: – E é homem ou mulher?
I: – É um homem.
O: – Com que idade?
I: – Quarenta e nove, mais ou menos.
O: – Quarenta e quantos?
I: – Quarenta e quatro.
O: – Quarenta e quatro anos. Ele já estava doente ou foi agredido?
I: – Ele estava doente.
O: – Doente com quê?
I: – Caiu!
O: – Você é familiar dele?
I: – Sou irmão.
O: – O seu irmão já estava acamado?
I: – Não. Estava em pé e tudo. Foi em casa. Ia a descer as escadas e caiu.
O: – Ao descer as escadas caiu. Foi hoje a queda?
I: – Foi, foi agora de noite.
O: – O senhor disse que ele morreu.
I: – É. Está morto. Deitou muito sangue pela boca.
O: – Mas diga-me uma coisa: isso mesmo agora?
I: – Foi. A minha mãe estava a dormir e deu conta.
O: – Ele não respira?
I: – Não.
O: – Confirme-me a morada.
I: – [imperceptÃvel], Alijó.
O: – Como?
I: – Castedo, Alijó.
O: – O senhor está a dizer que o seu irmão faleceu e está tão calmo. O senhor não está a brincar com o 122, pois não?
I: – Não. Não estamos a brincar. Ouve lá.
O: – Neste momento o seu irmão não se mexe e não respira?
I: – Não, não, não.
O: – Olhe, vai desligar que eu daqui a um bocadinho volto a ligar. Pretendem ambulância e autoridade. É isso?
I: – Sim, sim.
O: – Para que querem a autoridade?
I: – Quer dizer que não se vai tocar nele nem nada. Não é?
O: – O quê?
I: – Não se pode tocar nele.
O: – Fique a aguardar a chegada de ajuda. Boa noite.
(a chamada termina depois de quatro minutos de conversa)
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=274939&idselect=10&idCanal=10&p=200
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Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 12:43 am Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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resmiogasot

Sexo:  Registrado em: 23 Mai 2007 Mensagens: 5
Posto: Bombeiro de 2ª
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 7:56 am Assunto: |
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só me interrogo como é possivel que uma conversa deste tipo, chega á opinião publica, mais, como é que a sic teve acessso a gravação da chamada telefonica, para a por no ar e fazer dos bombeiros em geral, motivo de chacota.
Não digo que a actuação dos bombeiros neste caso foi adequada, mas penso que o INEM deveria ter tido maior dose de bom senso,, pois muitas vezes a sua actuação é como todos nós sabemos.
teria sido mais proveituoso se tivesssem feito chegar a gravação ás entidades competentes, de modo a poder ser analisada, e posteriormente serem tomadas medidas e defenidas responsabilidades.
Expor o caso para a opinião publica, não beneficia nenhuma das instituições (operadora teve mais tendência a gozar o bombeiro do que em orientá-lo), nem a sociedade em geral, tendo , a meu ver, como unico intuito, promover uma limpeza de imagem e desviar de atenções do INEM, por sinal bastante atacado e criticado nos últimos tempos (Coincidência???).
Aqueles bombeiros que se viram apanhados nesta situação, são a meu ver os únicos INOCENTES. A culpa neste caso, está a um nivel muito..... mas mesmo muito superior........
pena que, por arrastão seja a imagem de toda a instuitição "BOMBEIROS" que tenha caÃdo na Lama.
Questiono-me por fim, quantas mais destas situações existirão diáriamente no nosso PaÃs, nem me atrevendo a pensar muito nas suas consequências e contribuição para a Qualidade do Socorro que prestamos...
Cursos: Técnicas de Socorrismo / Salvamento e Desencarceramento
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Preis

Sexo:  Registrado em: 23 Mai 2007 Mensagens: 10
Posto: Bombeiro de 2ª
Corpo de Bombeiro: 0116
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 10:44 am Assunto: |
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Pela 1º vez tive vergonha...
Foi mau em todos os aspectos...
Enfim...
Cursos: Técnicas de Socorrismo, Salvamento e Desencarceramento, Chefe de Equipa de Combate a Incêndios Florestais, Chefe de Equipa de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais / Formação Pedagógica Inicial de Formadores
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Luis C.

Sexo:  Registrado em: 18 Nov 2006 Mensagens: 98
Posto: Motorista / Bombeiro de 3ª
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 1:44 pm Assunto: |
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Concordo plenamente com o resmiogasot. A INEM tentou fazer uma acção de marketing , tendo como objectivo a humilhação dos 2 bombeiros envolvidos, mas a meu ver o " tiro saiu pela culatra", pois a atitude da OPCEM não foi profissionalmente competente. A ironia e a chacota estavam sempre presente no discurso que travou com os 2 bombeiros, não sabendo igualmente dar instruções precisas, levando a conversa para um tom jocoso. A INEM tem falhas e tem operacionalidade, mas a meu ver não é a atacar e a humilhar os bombeiros que conseguirá mudar a imagem de incompetência que a rotula.
Quem tem a pasta da emergência pré hospitalar em Portugal, devia tirar lições deste episódio triste. Pois a confiança da população quer nos hospitais quer na emergência pré hospitalar está no minimo. Para concluir, somos nós bombeiros que temos que mudar a opinião da população, ao apresentar-mos um serviço profissional e competente e assim "dar-mos uma chapada sem mão" aqueles que dizem que somos amadores e incompetentes.
_________________ O lema está em nós..........
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte
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hugosant

Sexo:  Registrado em: 23 Mar 2007 Mensagens: 53 Local/Origem: Moimenta da Beira
Posto: Bombeiro de 3ª
Corpo de Bombeiro: B.V. Moimenta da Beira
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 2:27 pm Assunto: |
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FOI MTO MAU ISTO TUDO....na minha opiniao mais pros bombeiros do interior...ja viram como fica a imagem agora dos bombeiros'????
Foi mesmo vergonhoso.
_________________ Hugo Santos
BV desde 2001
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte, Salvamento e Desencarceramento / Combate a Incêndios para equipas de 1ª Intervenção
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ViPeR5000(Rui Melo) Site Admin

Sexo:  Registrado em: 11 Jun 2006 Mensagens: 2318 Local/Origem: Mealhada
Posto:
Corpo de Bombeiro: Bombeiro-Portugal
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 6:46 pm Assunto: |
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_________________ O que não me Mata torna-me mais forte.
I'm the ViPeR5000, always faster than you..
Cursos: Técnicas de Socorrismo, Salvamento e Desencarceramento, Combate a Incêndios para equipas de 1ª Intervenção, Fenomenologia da combustão e agentes extintores , Manobras de Apoio á Extinção de Incêndios Urbanos e Industriais / Tripulante de Ambulância de Socorro
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Carlos Batista

Sexo:  Registrado em: 09 Out 2007 Mensagens: 1 Local/Origem: Fernão Ferro
Posto: Bombeiro de 3ª
Corpo de Bombeiro: Sesimbra
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 8:54 pm Assunto: |
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Por incrivél que seja ainda é possivél ver comentários ..."a culpa é dos Bombeiros"..."a culpa é do INEM"neste caso a culpa é do Cmdt De Alijó e Cmdt de Favaios ( demasiado moscat...).
Não se deixa nos dias de hoje um único homem no quartel,isso era no tempo da caroxinha.
O codu deverá de orientar tanto as pessoas que ligam 112 a pedir ajuda, como orientar o mais experiente operador de central da corporação de Bombeiros .
Só tenho pena dos familiares do Sr. que faleceu, desde já os meus sinceros e sentidos cumprimentos .
Cursos: Salvamento e Desencarceramento, Tripulante de Ambulância de Socorro, Acidentes com Matérias Perigosas / Ambiente Saúde Higiene e Segurança
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hugosant

Sexo:  Registrado em: 23 Mar 2007 Mensagens: 53 Local/Origem: Moimenta da Beira
Posto: Bombeiro de 3ª
Corpo de Bombeiro: B.V. Moimenta da Beira
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Colocada: Sex Jan 25, 2008 9:40 pm Assunto: |
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Assino por baixo este ultimo comentario....
_________________ Hugo Santos
BV desde 2001
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte, Salvamento e Desencarceramento / Combate a Incêndios para equipas de 1ª Intervenção
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nunessimoes

Sexo:  Registrado em: 06 Dez 2006 Mensagens: 4 Local/Origem: Sertã
Posto: Bombeiro de 3ª
Corpo de Bombeiro: C.B. Sertã
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Colocada: Sáb Jan 26, 2008 1:21 am Assunto: Desculpas da vergonha... |
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Bem... Com isto tudo deu para ver o estado do nosso paÃs. Só acho piada como é possivel o Sr. Duarte Caldeira e Srs. comandantes dos Bombeiros de Favaios e Alijó virem-se descartar do socorro pré-hospitalar nas suas zonas por não terem "protocolo com o INEM", não esquecendo no meio disto tudo que o principal objectivo das corporações de bombeiros é protecção e socorro das populações (vergonhoso)!
Mais piada é como é possivel passar a "batata quente" para o INEM dizendo que é responsável, quando, falando das recém criadas ambulâncias SIV e SBV, são as próprias corporações de bombeiros a afirmar veamente que tal ambulância é "desnecessária, não faz falta e só vem atrapalhar o socorro" (declarações de um sr. comandante de bombeiros onde foi criada uma ambulância SBV). Tais declarações são feitas porque esta sr. tem medo em perder dinheiro em números INEM, colocando a questão financeira à frente das questões de operacionalidade.
_________________ “Sei muito bem o que quero e para onde vouâ€...
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte, Salvamento e Desencarceramento, Tripulante de Ambulância de Socorro, Operador de Central, Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, Ambiente Saúde Higiene e Segurança, Formação Pedagógica Inicial de Formadores / Curso Especial Condução Profissional
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Bugs_Bunny

Sexo:  Registrado em: 26 Jan 2008 Mensagens: 4
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Colocada: Sáb Jan 26, 2008 10:13 pm Assunto: |
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É triste, mas é verdade, esta é mesmo a realidade pura e crua de muitos dos CB's do interior (ou nem tanto assim), do nosso pais...
Custa-me a crer que o CODIS daquele distrito não tivesse conhecimento daquela realidade, assim como o presidente da Camara Municipal local. Tanto um como outro, os 1.os responsaveis pela Protecção Civil local, um a nivel operacional distrital, outro a nivel institucional concelhio deveriam ser interrogados sobre a situação...já alguém ouviu uma palavra que fosse daquelas figuras???
Numa competencia um pouco mais abaixo temos os CMDT´s dos CB´s, ao intitularem-se operacionais, mesmo mantendo os quarteis fechados durante a noite, sim, pq atender um telemovel, certamente não seria dentro do quartel.
Para mim, os menos responsaveis disto tudo são mesmo os "pobres" dos pouco operacionais que atenderam os telefonemas, esses são mesmo o reflexo daquelas instituições, se não mesmo da prontidão dos serviços de socorro existentes naquele distrito.
Um dia destes, temos os CMDT's daquela zona a reclamarem porque lá meteram uma SIV ou uma equipa de GIP's a interferirem nas operações de socorro....
Enfim...
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte, Salvamento e Desencarceramento, Tripulante de Ambulância de Socorro, Condução Todo-o-Terreno, Nadador-Salvador, Acidentes com Matérias Perigosas, Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, Sistemas de Informação Geográfica, Global Positioning System (GPS), Formação Pedagógica Inicial de Formadores / Curso Especial Condução Profissional
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JPequeno

Sexo:  Registrado em: 27 Jan 2008 Mensagens: 17
Posto: Bombeiro de 3ª / T.O.T.E. (Técnico de Operações de Telecomunicações de Emergência)
Corpo de Bombeiro: CB 654
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Colocada: Dom Jan 27, 2008 11:04 am Assunto: |
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Concordo plenamente com o comentario acima descrito, agora meus caros camaradas não nos podemos esqueçer de uma coisa muito simples, nós Bombeiros, aqueles que a bem ou mal estamos lá a dar a cara pelas trapalhadas que veem de CIMA, temos os nossos dias de Glória ameaçados.
Para quem não percebe nada de Bombeiros, a Operadora do Codu fez tudo o que estava ao seu alcançe e os Bombeiros mais uma vez são os maus da fita. Agora vamos ver o outro lado da medalha, o lado de quem percebe de Bombeiros.
1º A Operadora do Codu só tinha que perguntar ao Operador de Central/Telefonista do CB se tem ABSC disponivel para acompanhar a VMER e a Autoridade para um possivel cadaver. Sim ou não.
2º O Operador de Central/Telefonista só tem que dizer se tem ABSC disponivel, se não tiver deve de indicar qual o CB mais proximo.
3º Quantas vezes em serviços Codu, daqueles graves, eles (Codu) pedem para nós passarmos dados do local e após isso dizem-nos que a VMER não esta disponivel/Inop e depois a caminho do Hospital reparamos que a dita viatura esta estacionada em frente a um café com a sua tripulação numa esplanada em amena cavaqueira com amigos/colegas de trabalho? Pois é passaram mesmo agora a disponivel.
4º E a ironia/GOZO com que a Operadora do Codu trata os dois Bombeiros? Quantas vezes ao passarmos dados eles nos perguntam, "tem a certeza do que esta a dizer?!", "sabes o que estas a dizer?!", mas afinal o que é isto?! É preciso tirar algum curso para ver que uma vitima esta a ter uma convulsão? Que já esta cadaver? Pouco falta para isto passar a ser a Republica das Bananas.
5º Para acabar, então e onde anda o sigilo profissional? Desculpem, estamos em PORTUGAL, Terra onde o sigilo profissional não tem nenhum sentido de existir.
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte / Salvamento e Desencarceramento
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VoluntariosSocorristasCVP

Sexo:  Registrado em: 26 Jan 2008 Mensagens: 5 Local/Origem: Distrito do Porto
Posto: Adjunto, Enfermeiro, Cruz Vermelha / T.O.T.E. (Técnico de Operações de Telecomunicações de Emergência)
Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Dom Jan 27, 2008 1:24 pm Assunto: |
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Boas
Como é possÃvel em duas Corporação de Bombeiros não haver Piquete permanente?
A questão de falta de Voluntários não se coloca, pois mensalmente o Comando faz a listagem dos Piquetes para todo o mês e para além disso existe um determinado número de horas a cumprir de Voluntário...ou não, perguntamos nós?
Na CVP, os Socorristas são obrigados a fazerem 200 horas anuais.
O que nós lamentamos é o Ministro, o Director Geral do Ministério da Saúde e até os Jornalistas só falarem em INEM e Bombeiros e a CVP?
Amigos, temos a certeza de que todas as Unidade de Socorro da CVP deste PaÃs têm diáriamente Piquete de Prevenção, o problema disto tudo é que a grande maioria dos Operadores do CODU são dos Bombeiros (desculpem a franqueza, mas é a verdade), daà accionarem sempre as Corporações de Bombeiros para as Urgências e depois é o que se vê!
Não temos nada contra os Bombeiros, pelo contrário, temos grandes amigos nos Bombeiros mas um facto que se constata é que o senhor Caldeira deveria investir em Formação ao nÃvel da Emergência Pré-Hospitalar e não só no Combate aos Fogos.
Mais, nos temos conhecimento de centenas de Bombeiros aqui no Distrito do Porto de GRANDE CLASSE na área da Emergência Pré-Hospitalar, mas é por iniciativa deles pagando do seu bolso Formações extras.
Enfim é o PaÃs que temos, um abraço para todos vocês.
_________________ Somos um Grupo de Socorristas de diversas Unidades de Socorro da Cruz Vermelha Portuguesa do Distito do Porto.
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte, Tripulante de Ambulância de Socorro, Operador de Central, Formador de Tripulantes de Ambulância de Transporte, Topografia Aplicada, Curso Especial Condução Profissional / CAT(Curso Aperfeiçoamento em Trauma)
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mvicking

Sexo:  Registrado em: 11 Ago 2007 Mensagens: 16 Local/Origem: Azambuja
Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Seg Jan 28, 2008 11:57 am Assunto: |
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Descoordenação entre INEM e BOMBEIROS!!!!!
O INEM e os Bombeiros foram durante esta semana uma vez mais noticia nos média pelos piores motivos, a alegada descoordenação entre estas duas Instituições. O caso passou-se no distrito de Vila Real sendo os protagonistas deste acontecimento o INEM e os Bombeiros Voluntários de Favaios e Alijó.
Foi noticia de abertura nos telejornais nas televisões nacionais aquilo que há muito se sabia ou se suspeitava mas que agora foi dado maior destaque devido à decisão de encerramento por parte do Ministério da Saúde de algumas urgências ou pseudo urgências, (da forma como queiramos interpretar, porque cada caso é um caso) a funcionarem em vários centros de saúde um pouco por todo paÃs.
Face à notÃcia, a conclusão imediata de qualquer espectador foi a clara evidência da falta de coordenação entre as Instituições atrás mencionadas, as quais foram demonstradas ao paÃs recorrendo-se para o efeito aos registos telefónicos estabelecidos entre essas Instituições. Lamentavelmente, o que poderia ser um trabalho de equipa com o intuito de salvar vidas humanas transformou-se numa discussão que se prolongou por quase quinze minutos.
A origem do pedido de socorro vinha de uma famÃlia, na freguesia de Castedo, que acabou por esperar duas horas até ao entendimento entre o Instituto Nacional de Emergência Médica e as Corporações de Bombeiros.No caso, os bombeiros voluntários tanto de Favaios como de Alijó, que não conseguiram deslocar-se de imediato ao local, devido ao facto de só terem um elemento no quartel durante a madrugada.
Como por certo todos se recordam pela audição do registo da conversação entre a funcionária do INEM e o único bombeiro de serviço no quartel em Favaios, esta prolonga-se no tempo sem que fosse encontrada uma solução.
Esta falha vem pôr em causa a rapidez e capacidade de resposta destas duas Instituições, INEM e Bombeiros. Porque ficou claro por um lado a passividade do INEM e por outro, que nas corporações contactadas as mesmas não dispunham de recursos humanos para ocorrerem à emergência, sendo que na corporação de Favaios foi ainda mais notória algumas lacunas por parte do bombeiro de serviço relativamente na área de comunicação, como compreensão e percepção.
Assim, Favaios e Alijó, foram os que serviram de exemplo por mero acaso para tornar público este tipo de lacuna. Infelizmente, casos semelhantes entre estas duas Instituições ocorrem diáriamente em todo o paÃs. Basta recorrer aos registos telefónicos e facilmente se confirmará esta realidade.
Neste momento gostaria e incidir esta minha reflexão sobre a operacionalidade dos Bombeiros, deixando para uma próxima ocasião também uma reflexão sobre o INEM.
Então, após se ter tornado público este acontecimento, as Corporações de Bombeiros do concelho de Alijó defendem-se dizendo não terem nenhum protocolo celebrado com o INEM, o que significa dizer; que não têm obrigação de terem ambulâncias e tripulantes a postos para darem apoio aos casos de emergência médica.
Esta é a forma de justificar ou ocultar aquilo que todos sabem e se passa um pouco por todo o paÃs, que não é mais nem menos a falta de recursos humanos particularmente durante o perÃodo nocturno para assegurarem os serviços de urgência em muitos corpos de Bombeiros.
A questão obviamente não fica apenas e só a dever-se à falta ou não de protocolo estabelecido, porque não também assumir-se a dificuldade na mobilização de voluntários, e por esta razão não existirem mais elementos do que seria desejável no quartel?
Mas meditamos um pouco mais ainda!
Face à argumentação destes corpos de Bombeiros e ao que foi tornado público, não será legitimo colocarmos na noite em que ocorreram estes factos, o seguinte cenário;
Em caso de grave acidente de viação na zona de intervenção dos corpos de bombeiros de Favaios ou Alijó como seria feito o expediente?
A sirene seria um recurso é certo. Então usando este recurso teriamos supostamente mais uns tantos voluntários para se deslocarem para a zona do acidente. Mas se quem recebe o alerta não tem a capacidade de assimilar os dados que lhes transmitem, via telefone sobre o local, a tipificação do acidente, número de feridos, via interrompida ou não,etc. etc. não se poderia correr o risco em se perder também demasiado tempo em obter todos estes dados, ou até enviar os meios de socorro para uma zona completamente diferente onde de facto se registou o acidente?
Penso que é legitimo colocar estas questões, porque o que ficou demonstrado pela audição dos registos das chamadas foi também a imensa dificuldade em se compreender os dados que estavam a ser fornecidos, como por exemplo; A operadora do INEM indicava, registo de ocorrência; 732..... Bombeiro de Favaios responde; ocorrência; 32..... Novamente a operadora; não! ocorrência 732.... E assim sucessivamente o tempo Ãa passando.
Será que para este tipo de actuação, refiro-me em caso de acidente nessa mesma noite e a existir este tipo de comportamento, as Corporações de Bombeiros viriam a denunciar a inexistência de um protocolo assinado entre elas e o INEM?
Ou iriam-se remeter ao silêncio, porque elas próprias sabem perfeitamente o que têm e com o que podem contar dentro dos seus quartéis.
Creio que no fundo o melhor seria apenas e só existir um pouco mais de "profissionalismo" da parte de alguns voluntários?
A verdade fala por si, e não basta apenas e só estar-se disponÃvel para o serviço como Bombeiro Voluntário. Isto é muito importante, e o paÃs muito deve aos Bombeiros Voluntários, mas só a disponibilidade não é o suficiente. As constantes mutações da sociedade aliadas aos avanços da tecnologia e de industria, obriga a que os Bombeiros Voluntários devam estar em constante formação por forma a saberem actuar nos mais variados cenários de acidente ou catástrofes, sob pena de o não estarem prestarem um mau serviço.
Esta atitude e postura deverá ser sempre uma responsabilidade de quem tem por missão, comandar e dirigir este tipo de Instituição. Essencialmente é proporcionar aos elementos dos seus Corpo de Bombeiros uma formação muito diversificada, desde o operador de comunicações até ao "combatente" que estará na primeira linha.
São pois estes responsáveis que devem ou deveriam saber melhor do que ninguém as necessidades e lacunas existentes nos seus corpos de bombeiros. Como, quem é que está mais apto para executar esta ou aquela missão, quem é que tem o perfil para vir a ser um bom operador de comunicações, um bom elemento para executar salvamentos em alturas, etc, etc. , e de acordo com este conhecimento irá distribui-los de acordo com as sua maiores competências e potencialidades. Por último, face às suas próprias conclusões, estabelecer um plano de acção de forma a ministrar ou solicitar formação ao seu Corpo de Bombeiros de modo a ultrapassar os pontos fracos que foram identificados.
Porque não cabe ao soldado saber ou perceber que ao general nem tudo é possÃvel nem ao general esperar compreensão pelo trabalho que lhe cabe mesmo quando desagradável.
Bom, mas estas e outros tipos de questões, não importam por vezes debater ou reconhecer, porque essas colidem com uma série de questões que agora não importa focar.
Voltando de novo à questão principal, o mais interessante foi que dois dias depois num dos telejornais foi apresentada uma reportagem efectuada numa das corporações visadas e perante várias questões levantadas a resposta não poderia ser melhor; temos todos os meios, humanos e materiais para acorrermos a qualquer situação de emergência para a qual sejamos solicitados.
A Liga dos Bombeiros Portugueses como não podia deixar de ser vem culpabilizar o Ministério da Saúde defendendo que o caso de Alijó foi isolado entre as muitas chamadas que os bombeiros recebem por dia. Por seu lado o ministro Correia de Campos afirma que há ainda muito trabalho a fazer no que respeita à coordenação entre os Bombeiros e o INEM. Também o Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, considera o sucedido como uma falta de profissionalismo, mas não especificando de que lado.
Reconheço que a decisão do Ministério da Saúde em encerrar alguns SAP’s pelos vistos nem sempre acautelou junto dos seus coadjuvantes e parceiros Bombeiros se estes estavam ou não dotados de recursos humanos, conhecimentos e meios materiais em permanência para que sempre e quando existisse necessidade de recorrer à sua intervenção estes serviços fossem céleres, eficientes e sobretudo eficazes.
Uma coisa é certa, este caso de Alijó veio apimentar e tornar publica as controversas relações de há muito tempo entre estas duas instituições de serviços de emergência. Bombeiros e INEM.
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VoluntariosSocorristasCVP

Sexo:  Registrado em: 26 Jan 2008 Mensagens: 5 Local/Origem: Distrito do Porto
Posto: Adjunto, Enfermeiro, Cruz Vermelha / T.O.T.E. (Técnico de Operações de Telecomunicações de Emergência)
Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Seg Jan 28, 2008 3:17 pm Assunto: |
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Caro Mvicking
Subscreve-mos totalmente o seu texto, agora perguntamos...e se fosse um PCR?
Iam tocar a Sirene e esperar 5 Minutos pela chegada dos Voluntários, depois sair e não sair...outros 5 Minutos...chegar ao local mais 15 Minutos...isto no minimo dos minimos...e então a Vitima Jà ERA!
De quem seria a culpa? Do INEM? Do Ministérios da Saúde? Ou não será mais falta de Coordenação e Operaconalidade do Comando?
Enfim é o PaÃs que temos!
Mas não vale a pena falar que estas situações acontecem longe dos grandes Centros, bem perto do Porto nós temos conhecimento de Corporações a demorarem 30 e 45 Minutos(por falta de pessoal) a chegarem a diversos tipos de situação...e esta hein!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Um abraço.
_________________ Somos um Grupo de Socorristas de diversas Unidades de Socorro da Cruz Vermelha Portuguesa do Distito do Porto.
Cursos: Tripulante de Ambulância de Transporte, Tripulante de Ambulância de Socorro, Operador de Central, Formador de Tripulantes de Ambulância de Transporte, Topografia Aplicada, Curso Especial Condução Profissional / CAT(Curso Aperfeiçoamento em Trauma)
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mvicking

Sexo:  Registrado em: 11 Ago 2007 Mensagens: 16 Local/Origem: Azambuja
Corpo de Bombeiro: Nenhum
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Colocada: Seg Jan 28, 2008 4:05 pm Assunto: Morte em Alijó. |
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Caros Voluntários Socorristas daCVP.
Há muito que o que aqui se diz é nos comentários sobre este assunto que é de todos, especialmente daqueles que dão o corpo ao manifesto. Os tais que dão tudo por amor à camisola. São todos os homens e mulheres por este paÃs fora que abdicam do ócio do seu tempo livre e do convivio das suas familias para prestarem um serviço sem esperarem a virem a ter qualquer contrapartida por via disso. Apenas a satisfação e o prazer de bem servir. E são estes que agoram de alguma maneira vêm a sua imagem denegrida na praça pública. Porque quem está ligado a estas estruturas, Bombeiros e INEM não fazem o devido trabalho de casa. Eu até sou capaz de entender o porquê! É que na ânsia da busca do protagonismo e demais coisas que só o tempo nos dirá quais, nem tempo têm para deixarem de levitar e aterrarem no mundo real do reais problemas existente no voluntariado e a forma em como ele é exercido. Eu não quero inventar a roda, porque ela há muito que foi inventada. Mas teimosamente ainda existem pessoas que não querem entender isto. Pois claro que fosse um caso com paragem cardio respiratória, era uma vez. Forte abraço.
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