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PS acusa Fernando Costa de ter prejudicado a Câmara em 20 mi


 
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Bravo33



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Mensagens: 1260
Local/Origem: Mealhada

MensagemColocada: Sex Jul 07, 2006 1:38 pm    Assunto:
PS acusa Fernando Costa de ter prejudicado a Câmara em 20 mi
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PS acusa Fernando Costa de ter prejudicado a Câmara em 20 milhões de euros
[img]http://www.gazetacaldas.com/office/Image.asp?ID=5522[/img]
O PS acusa o presidente da Câmara de ser responsável por o município ter perdido quase 20 milhões de euros nos últimos 20 anos ao não assinar o contrato de concessão para distribuição de energia eléctrica em baixa tensão com a EDP. Isto para além do que se perdeu em verbas pagas pela Câmara para manutenção da rede e novos investimentos em iluminação pública que poderiam ter sidos feitos por aquela empresa.

As acusações foram feitas pelo deputado Arnaldo Rocha na reunião de 27 de Junho da Assembleia Municipal, que apresentou as contas das rendas que a EDP poderia ter pago caso existisse o contrato.

A Assembleia aprovou, com duas abstenções, um parecer da primeira comissão que sugere à Câmara que se concretize este acordo.

A comissão sublinhou, no entanto, que está em vias de ser publicada a legislação que irá liberalizar o mercado de distribuição de energia eléctrica, mas não se sabe quando é que esta irá avançar definitivamente. É considerado urgente a celebração do contrato, mas salienta que a futura concorrência deve servir à Câmara para conseguir o melhor acordo possível para o município em relação a “prazos, equipamento e retroactividade”. Segundo Alberto Pereira (PSD), coordenador da comissão, o contrato deve incluir “uma cláusula de competitividade que o garanta perante a abertura do mercado”.

Depois de ser assinado este acordo, a EDP compromete-se a remodelar toda a iluminação pública (IP) na Praça 25 de Abril, Avenida 1º de Maio e de um troço da Avenida da Independência Nacional. A empresa suportará 50% do custo da remodelação da iluminação na rua Heróis da Grande Guerra e assegura que reabilitará todas as situações que forem consideradas obsoletas, num prazo de três anos, na zona urbana da freguesia de Nossa Senhora do Pópulo.

A situação das zonas rurais com problemas de tensão suficiente para pequenas indústrias, nomeadamente em Santa Catarina, será analisada e serão realizadas obras necessárias à prestação de um serviço adequado no prazo de três anos.

Será instalada iluminação pública na circular das Caldas, no troço situado entre a rotunda de saída para Rio Maior e o cruzamento para São Gregório, suportando a EDP 50% dos encargos. Serão também substituídas nos próximos seis meses todas as lâmpadas que se encontrarem fora de serviço bem como postos a funcionar todos os candeeiros que já foram instalados, mas não dão luz.

A EDP mostrou-se ainda disponível para pagar parte da substituição dos candeeiros da Avenida do Mar, na Foz do Arelho. A dívida da Câmara de facturação de consumos de iluminação pública será anulada. No caso do acordo não ser cumprido haverá uma cláusula de rescisão. Fernando Costa calcula que todo este investimento e o perdão da dívida ascende aos oito milhões de euros.



Presidente da Câmara responsabilizado por perca de verbas



Arnaldo Rocha (PS) recordou que desde 1983 a Câmara poderia ter assinado o acordo, como acabaram por fazer todas as outras autarquias do país, e apresentou todas as contas que fazem chegar ao valor que acha que o município perdeu. Por outro lado, também acha que os munícipes foram prejudicados porque há várias situações em que o contrato traria benefícios directos e indirectos aos consumidores de energia eléctrica. Também considera que devido a esta situação a EDP tem, em alguns casos, prestado um mau serviço.

Como Arnaldo Rocha apresentou na Assembleia cópias de correspondência trocada entre a Câmara e a EDP sobre este assunto, o presidente da Câmara pediu para os ver para assegurar se estas eram verdadeiros e depois de os ver disse que ia “chamar a Judiciária” por, no seu entender, terem sido fornecidos para “o senhor deputado Arnaldo Rocha defender os interesses da EDP”. O edil caldense não percebe como é que o deputado socialista tem acesso privilegiado a certos documentos (ignorando, talvez, que a correspondência de uma Câmara Municipal é de domínio público ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos).

O deputado do PS esclareceu que os papéis que tem se devem a um requerimento que foi feito pelo seu colega Manuel Nunes há vários anos. “Qualquer membro da Assembleia poderia ter feito o mesmo”, referiu.

Também a CDU responsabiliza o actual executivo por não ter sido capaz de resolver esta situação há mais anos. O deputado Vítor Fernandes acha que o município foi lesado e agora estava disponível para votar favoravelmente.



Processo iniciou-se em 1983



Fernando Costa recordou que em 1983 era presidente da Câmara o agora deputado Lalanda Ribeiro, e nessa altura o assunto foi discutido na Assembleia Municipal, sendo rejeitado. Uma das razões foi porque a EDP se teria apoderado “de um vasto património da Câmara”. O actual presidente da Câmara foi eleito pela primeira vez em 1986 e até à década de 90 foi feita uma negociação com a empresa por causa de uma dívida que existia de energia consumida pelos serviços camarários, a qual também não teve resultados. Segundo Fernando Costa, houve muitas câmaras que não assinaram também qualquer contrato com a EDP nessa altura.

Em 1995 saiu uma nova portaria que aumentava o valor da renda a pagar às autarquias e Caldas voltou à mesa das negociações, mas só em 1997 chegaram a um princípio de acordo e, segundo Fernando Costa, terão sido os vereadores socialistas a rejeitá-lo por não acharem ser suficientemente bom para a Câmara.

Desde 2004 iniciou-se um outro processo que culminou com a actual proposta com a qual Fernando Costa concorda. Mas o governo quer que as concessões de energia sejam alvo de um concurso público, tendo sido recentemente aprovado um diploma nesse sentido em Conselho de Ministros. “Sempre tivemos a sensação de que quando isto fosse aberto aos privados as rendas seria muito mais elevadas”, disse, explicando porque demorou tanto tempo a decidir-se.

Apesar de desconfiar que seria melhor aguardar pela publicação dessa lei, Fernando Costa diz estar cansado deste processo e dos ataques que tem sofrido por não aceitar o contrato. “Por isso deixo na mão da Assembleia. O futuro dirá quem tinha razão”, afirmou.

Fernando Costa revelou que existem municípios com contrato há 10 anos que estão actualmente a pagar porque a fórmula de aplicação de rendas fez com que a renda fosse inferior ao consumo de iluminação pública.

O edil caldense disse que sempre estranhou que a EDP estivesse tão preocupada com o caso das Caldas, quando alegadamente teria que pagar mais, e agora percebe que foi por causa da futura liberalização do mercado.

O autarca acusa a EDP de ter prejudicado o concelho “com maior indecência e com uma clara chantagem”. Deu como exemplo o facto de haver candeeiros de rua em algumas freguesias que eram pagos e não foram ligados. De qualquer forma, salientou que existem outros concelhos que têm contrato e também têm problemas com a iluminação pública.

Arnaldo Rocha insistiu que o problema é que durante todos estes anos a Câmara deixou de receber uma verba significativa. O deputado referiu ainda que Fernando Costa não pode culpar o seu antecessor e muito menos os anteriores vereadores socialistas, que não tinham maioria no executivo.

O presidente da Junta de Santo Onofre, Abílio Camacho, salientou que o contrato não vai resolver os problemas de abastecimento de algumas freguesias do concelho e da zona industrial. Como foi técnico desta empresa, diz saber que a EDP não fez manutenção da rede nem instalou novas linhas de média tensão.

Mário Pacheco (PS) quer que os serviços da autarquia averigúem quais foram as verbas que a Câmara perdeu durante estes anos porque acha que se se demonstrar que foram cerca de 20 milhões de euros “é gravíssimo”. Também considera grave que a Câmara tenha estado de más relações durante tantos anos com a EDP.

O deputado criticou ainda o facto do presidente da Câmara querer que seja a Assembleia a ficar com o ónus de aprovar ou não o contrato, como já aconteceu em relação a outras decisões difíceis.

Fernando Costa respondeu admitindo que o município deixou de receber algumas verbas, mas não no montante que os socialistas falam. Só que destaca que os investimentos que a EDP se propõe fazer nos próximos três anos na rede de iluminação pública serão de valor superior ao que é referido.

O presidente da Junta do Coto, Carlos Rodrigues, disse que foi ofendido pelo actual director da EDP “só por causa de defender a população da freguesia”. Isto porque houve candeeiros colocados e pagos que não foram ligados pela empresa.

Arnaldo Rocha criticou o presidente da Câmara por acusar a EDP de ter uma postura de chantagistas. “Não é uma postura a ter quando se quer fechar um bom acordo”, disse. No entanto, admite que esta tem alguma “arrogância” porque não tem ainda qualquer concorrência.

Jorge Sobral (PS) lembrou que o seu partido há muito tempo levanta esta questão e referiu que não se deve esperar mais tempo porque há sempre a possibilidade de se fazer um novo acordo no futuro. “Vamos tentar fazer o melhor acordo possível e depois vamos poder melhorá-lo pela vida fora”, afirmou.

Como foi referido por diversas vezes que era estranho que só o município das Caldas não tinha assinado este contrato com a EDP, o presidente da Assembleia interveio para dizer que já em outras alturas, como no caso da Águas do Oeste, o tempo tinha dado razão à actuação de Fernando Costa. “A Câmara das Caldas não tem que ser uma Maria vai com elas. Não é pelos outros assinarem que nós temos que assinar”, disse. Luís Ribeiro revelou que votaria contra se a concessão fosse por 20 anos, como era o caso do contrato anterior. “Temos de discutir isto com os olhos postos no futuro e não a pensar no imediato”, declarou.

Por outro lado, Luís Ribeiro referiu que a EDP poderia aproveitar-se desta notícia da Gazeta das Caldas sobre a reunião para fazer mais pressão por se irem aperceber “de que têm aqui uns amigalhaços que estão a forçar um acordo”. Depois desta intervenção Arnaldo Rocha disse que as acusações de Luís Ribeiro tinham sido ridículas, ao que o presidente da Assembleia respondeu, fora dos microfones, “o senhor é que é ridículo”. O deputado do PS também devolveu o insulto.

Miguel Goulão (PSD) interveio para dizer que existem estudos que elogiam a gestão da Câmara das Caldas e por isso não se pode dizer que o actual executivo prejudicou o erário público nesta questão. Chamou ainda a atenção para os lucros milionários da EDP. “Será que esses contratos não contribuem para esses lucros?”, perguntou.

No final da discussão, o presidente da Câmara acabou por dizer que o novo administrador da região Centro da EDP tem uma outra postura. Segundo o presidente da Câmara, a concessão não deveria ser mais de 10 anos, mas o responsável da empresa referiu que só se o contrato for de 20 anos é que haverá condições para este ser assinado, tendo em conta os investimentos em causa.

Fernando Costa queria que as negociações finais do contrato fossem acompanhadas por representantes de cada partido, mas Duarte Nuno respondeu que não fazia sentido isso acontecer.

Mário Pacheco ainda interveio para dizer que em relação à Águas do Oeste, a questão só se resolveu porque a Assembleia se preocupou com esta questão. “Agora o senhor presidente pertence ao Conselho de Administração da empresa e já não fala desses problemas”, afirmou.

O presidente da Junta de Nossa Senhora do Pópulo, Vasco Oliveira, criticou o mau serviço da EDP e disse que ninguém podia acreditar que o presidente da Câmara poderia estar a perder dinheiro ao não assinar o contrato. Também este autarca não aceita que o contrato seja por 20 anos.

Duarte Nuno salientou que a Assembleia não teria responsabilidade da decisão final. “Nós só demos a nossa opinião”, afirmou.



Classificação de quinta nos Vidais não avança



O presidente da Junta da Freguesia do Vidais, César Tempero, lembrou que a 15 de Março de 2003 a Assembleia Municipal tinha aprovado uma proposta do deputado Mário Tavares para classificar a casa e capela da quinta de Valverde como património municipal.

Esta quinta, que fica na freguesia dos Vidais, é uma propriedade rural constituída por uma residência com dois pisos e um terreno agrícola com 22 hectares, tendo sido a moradia dos morgados de Valverde desde a segunda metade do século XVII.

Na altura da aprovação foi entregue um dossier à Câmara das Caldas para avançar com o processo de classificação, mas nunca mais houve desenvolvimentos. César Tempero pediu informação à vereadora Maria da Conceição sobre este assunto.

A vereadora Maria da Conceição não soube responder, referindo apenas que durante este período houve eleições autárquicas e lamentou que o presidente da Junta não tivesse colocado esta questão junto de si noutro local.

Duarte Nuno aproveitou esta questão para salientar que a Câmara muitas vezes não respeita as deliberações da Assembleia, principalmente quando não concorda com elas. “Parece-me que a Câmara muitas vezes não nos leva a muito a sério”, referiu, lembrando situações como o sentido único de trânsito para a rua Visconde de Sacavém, entre outras. Por outro lado, criticou questões como o facto de na página da Câmara na Internet estarem ainda referidos os deputados municipais do anterior mandato e não os actuais.

A vereadora respondeu apenas dizendo que Duarte Nuno tinha estado ausente nas últimas reuniões e agora voltou com os mesmos temas, desejando que o deputado arranjasse outros.

A Assembleia Municipal aprovou por unanimidade uma proposta de Duarte Nuno no sentido de se apelar à população para esta que participe mais activamente neste órgão. A proposta refere ainda que o site da Câmara possibilita um contacto mais directo com os deputados municipais e que se publiquem na Internet as actas das reuniões da Assembleia. É sugerido ainda que as reuniões da Assembleia Municipal passem a ser realizadas, pelo menos uma vez por ano, nas diferentes freguesias do concelho.



Linha do Oeste sem investimento



Vítor Fernandes (CDU) pediu à Câmara que tivesse em atenção ao mau estado dos passeios junto às Faianças Rafael Bordalo Pinheiro. “É um local muito frequentado por turistas e que dá muito má imagem à nossa cidade”, referiu.

O deputado da CDU também acha deploráveis as condições da zona envolvente do Centro de Saúde. “Acho que este espaço merecia um tratamento diferente”, disse. Outra questão que colocou foi sobre o relógio do edifício dos antigos Paços do Concelho que continua sem funcionar.

A vereadora Maria da Conceição referiu que está prevista um arranjo urbanístico da zona das Faianças e que tem sido a Câmara que tem preservado o jardim envolvente do Centro da Saúde. Quando ao resto, disse que a autarquia está a pensar fazer também um arranjo urbanístico no local.

O comunista mostrou-se indignado por terem sido anunciados muitos milhões de euros de investimentos para as linhas ferroviárias e não haver nada para a Linha do Oeste. “Não há vontade política em resolver uma linha de interesse regional e não só. É a única alternativa ferroviária à Linha do Norte”, sublinhou.

Também Mário Tavares (PS), lamentou que a Linha do Oeste não tenha sido contemplada com investimentos, mas acusou o anterior governo de ter considerado como verdadeira alternativa à Linha do Norte a da Beira Baixa.

O socialista disse estar muito satisfeito por ter sido concluída a ligação do IP6 nesse dia. “É o consumar de um desejo dos caldenses que tem mais de 100 anos”, lembrando que há um século se pretendia fazer uma ligação ferroviária entre Caldas e Peniche.

Mário Tavares sublinhou a importância das novas vias (A8, A15 e IP6) para as Caldas da Rainha “que deve assumir a sua centralidade”. No entanto, a vereadora lembrou que não estava previsto que a A8 tivesse portagens, como agora acontece no IP6.

Vítor Fernandes congratulou-se com a possibilidade de haver um investidor interessado na Irmal e em manter a maioria dos postos de trabalho. A vereadora elogiou o empenho do presidente da Câmara e os restantes autarcas para tentar arranjar soluções.



Prevenção de fogos



Pedro Cardoso (PS) perguntou à Câmara o que se estava a fazer na área da prevenção e combate de fogos. “Houve algum trabalho em articulação com os bombeiros e a protecção civil para que este Verão seja mais calmo?”, questionou.

A vereadora Maria da Conceição respondeu que iria ser distribuído um documento pela Protecção Civil a esclarecer as medidas que estão a ser tomadas nesta matéria para que não se repita o que aconteceu o ano passado.



Parques de estacionamento sem sinalização



Embora elogiando a criação dos novos parque de estacionamento junto ao quartel dos bombeiros, o deputado António Cipriano (PSD) acha importante que a autarquia coloque na cidade algumas placas indicativas para que as pessoas saibam onde existem os locais de parqueamento. O deputado sugeriu ainda a colocação de um mapa junto às obras do complexo multiusos.

António Cipriano elogiou ainda a Câmara pela colocação do passeio na rua da Alegria. “Era uma rua extremamente difícil para os peões ali passarem”, disse.

O deputado manifestou a sua tristeza por também estar marcado o leilão dos bens da Auto-Oeste, que faliu recentemente, e deixou uma palavra de solidariedade para com os trabalhadores.





Mestre Maco reprovado



Francisco Cera, representante do investidor que queria instalar um estabelecimento do Mestre Maco nas Caldas, voltou à Assembleia para lamentar que o projecto tenha sido indeferido na comissão municipal (da qual fazem parte o Ministério da Economia e a Associação Comercial).

O munícipe mostrou-se desolado pela posição da Assembleia e pelo facto do seu representante, Miguel Goulão, nem sequer ter estado presente nesta reunião. Francisco Cera acusou a Associação Comercial de se ter aproveitado deste processo “como moeda de troca junto da Câmara Municipal”.

Miguel Goulão salientou que são os agentes económicos que fazem pressão para que haja que uma decisão ao nível burocrático é que forçaram o indeferimento. Isto porque a discussão do projecto tinha sido adiado na Assembleia, em conjunto com outros, para que fosse realizado um estudo de impacto económico. O deputado sugeriu que o processo fosse de novo colocado à consideração da Câmara.

Jorge Sobral lamentou que Miguel Goulão, enquanto presidente da comissão de comércio, tivesse faltado à reunião em que este caso foi decidido e lembrou que os socialistas tinham sido atacados por não terem estado presentes numa comissão em que se discutiu o desemprego no concelho. O presidente da Câmara esclareceu que Miguel Goulão tinha comunicado a indisponibilidade, não se podendo fazer substituir, e a sua posição sobre o processo. O autarca tentou fazer com que a decisão fosse adiada, mas o representante do Ministério da Economia disse que isso não era possível. A Associação Comercial “foi peremptória contra o licenciamento desta unidade comercial”, disse o edil caldense.

Fernando Costa anunciou ainda que a comissão regional de Economia, que analisa os licenciamentos de grandes superfícies comerciais, chumbou o projecto do centro comercial junto ao Hotel Lisbonense. Este processo terá agora que ser revisto.





Pedro Antunes

pantunes@gazetacaldas.com



Como dar mais tempo ao Presidente para falar



Um requerimento e uma intervenção para defesa da honra permitiram que o presidente da Câmara pudesse falar durante quase uma hora sobre o contrato de concessão com a EDP, quando, segundo o regimento, só teria 20 minutos para intervir neste ponto da ordem trabalhos.

Apesar do presidente da Assembleia, Luís Ribeiro, dizer que este já tinha “esgotado largamente o seu tempo”, deixaria que o edil caldense voltasse a fazer uma intervenção por defesa da honra depois de Mário Pacheco ter dito que o autarca tinha lesado o município. Em mais esta intervenção, o autarca até pode ler o texto do acordo que a Câmara irá assinar com a EDP. Só nesta “defesa da honra” Fernando Costa esteve 10 minutos a falar.

Depois desta intervenção, Alberto Pereira (PSD) fez duas questões ao presidente da Câmara, apesar de saber que este não tinha mais tempo. As perguntas eram se a Câmara concordava com a celebração do contrato tendo em conta que saiu nova legislação sobre este assunto e se há condições para limitar no tempo a duração do contrato.

Alberto Pereira requereu que Fernando Costa tivesse tempo para responder, mas Luís Ribeiro disse que “se não houver nenhum deputado a que a Câmara responda, dou a palavra, se houver algum que se oponha não dou”.

Duarte Nuno (CDS/PP) fez um ponto de ordem à mesa, criticando o facto do presidente da Assembleia ser muito veemente quando diz que Fernando Costa esgotou o tempo “mas depois arranja sempre tempo”. O jovem deputado acha que o presidente da Câmara tem de aprender a gerir o seu tempo porque só para aquele tema tinha 20 minutos para falar e mesmo assim já tinha falado mais. “O presidente da Câmara tem que aprender que não pode contar sempre com a benevolência do presidente da Assembleia”, referiu, salientando que Fernando Costa tem um tratamento diferenciado em relação aos deputados. Por outro lado, não via sentido nas perguntas de Alberto Pereira porque já havia um parecer da comissão que estipulava certas questões.

Também Vítor Fernandes (CDU) chamou a atenção para o facto do presidente da Câmara ter falado para além do tempo regulamentar.

Perante a insistência de Alberto Pereira, e apesar de Duarte Nuno se ter oposto a uma nova intervenção de Fernando Costa, o presidente da Assembleia decidiu pôr à votação a possibilidade do presidente da Câmara responder às questões do social-democrata.

O presidente da Assembleia explicou que no regimento está escrito que os requerimentos devem ser votados, sem sequer haver discussão, e como foi feito um para que o presidente da Câmara falasse este seria votado. O requerimento foi aprovado apenas com o voto contra de Duarte Nuno.

Fernando Costa acabou por aproveitar esse tempo para falar em todas as outras questões que tinham sido apresentadas entretanto e só no final respondeu às perguntas.



A gestão dos tempos



Luís Ribeiro tinha nessa mesma reunião criticado a gestão dos tempos por parte dos deputados, depois de Jorge Sobral se ter mostrado incomodado por ter tantas dificuldades em intervir na Assembleia. O deputado socialista disse mesmo que se continuasse a ver que não tinha tempo nenhum para falar, deixaria de ir às reuniões e acusou o presidente da Assembleia de ser o responsável “pelas alterações negativas que a Assembleia tem tido”. O deputado tinha ido fazer uma intervenção sobre um outro tema, mas como o tempo do PS neste ponto da ordem do dia já tinha esgotado, acabou por não poder falar mais.

O presidente da Assembleia respondeu que o regimento tinha sido aprovado por todos e que as regras são para serem cumpridas, para além de que não participou na sua elaboração.

Miguel Goulão (PSD) ainda disse que o seu partido cedia algum do seu tempo para que Jorge Sobral fizesse a sua intervenção, mas Luís Ribeiro disse que isso não era possível.

A participação do presidente da Câmara das Caldas na Assembleia foi também motivo para um outro episódio. Como estava a ser representado pela vereadora Maria da Conceição, Fernando Costa tinha chegado há algum tempo e não se sentou no seu lugar. O deputado Arnaldo Rocha interveio, dizendo que o regimento define que a Câmara deverá ser representada pelo seu presidente, salvo quando este não pode. Como naquele caso o edil caldense já tinha chegado, não deveria estar a ser substituído. O presidente da Assembleia disse não poder fazer nada, mas Fernando Costa acabou por ir para o seu lugar.

fonte:gazeta das caldas
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